A 28ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu remeter a queixa-crime do Partido dos Trabalhadores (PT) contra a cantora Jojo Todynho para a Justiça de São Paulo. O processo envolve alegações de calúnia, injúria e difamação relacionadas a uma declaração da artista.
O conflito surgiu a partir de uma entrevista concedida por Jojo Todynho ao podcast do canal Brasil Paralelo, onde a cantora afirmou ter recebido uma proposta de R$ 1,5 milhão para endossar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. A afirmação provocou a reação do PT, que optou por buscar reparação judicial.
No despacho, o juiz Antonio Alves Cardoso Junior explicou que a decisão se baseia em um declínio de competência, dado que a empresa responsável pelo podcast, BP Educação e Entretenimento S/A, está situada em São Paulo. Segundo o magistrado, “nos casos de difamação pela internet, prevalece a competência do local em que foi disponibilizado o conteúdo ofensivo.”
Uma tentativa de conciliação entre a cantora e o PT ocorreu em setembro, mas não levou a um acordo. Com a nova decisão, o processo seguirá agora para a Justiça paulista, onde será avaliado e tramitará conforme as normativas locais.
O desdobramento dessa situação poderá gerar novas audiências e determinações judiciais, conforme a tramitação do caso avança.







