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Quadrilha do "arrastão de luxo" é desarticulada na Barra: sete presos pela Operação Catena em Salvador

Grupo monitorava turistas e corredores na Avenida Oceânica para roubar correntes de ouro e relógios esportivos; investigação durou meses e contou com apoio de cinco departamentos policiais.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
14 de maio, 2026 · 21:25 2 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta quinta-feira (14) a Operação Catena e desarticulou uma organização criminosa especializada em roubar correntes de ouro e relógios esportivos de alto padrão na região da Barra, em Salvador. Sete suspeitos foram presos durante os desdobramentos da operação.

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Segundo as investigações, o grupo atuava principalmente na região da Barra, com foco em turistas e praticantes de atividades físicas na Avenida Oceânica e no Porto da Barra. A escolha dos alvos não era aleatória: os suspeitos monitoravam vítimas consideradas alvos em potencial, principalmente turistas e pessoas que praticavam atividades físicas na orla da Barra.

As ações criminosas eram planejadas com uso de aplicativos de mensagens, observação em pontos estratégicos e definição antecipada de rotas de fuga. A estrutura do grupo era bem dividida: o grupo atuava de forma organizada e possuía divisão de funções entre os integrantes, incluindo executores dos assaltos, receptadores e responsáveis pela revenda clandestina das joias roubadas.

Entre os presos, dois homens, de 32 e 23 anos, foram localizados nos bairros de Nazaré e Campinas de Pirajá. De acordo com a Polícia Civil, eles atuavam diretamente na execução dos roubos. Outros quatro suspeitos, de 27, 29, 32 e 42 anos, foram presos nos bairros do Pelourinho, Tororó, Politeama de Baixo e São Tomé de Paripe, investigados por receptação das joias e objetos roubados. Um outro mandado de prisão também foi cumprido no sistema prisional.

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Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes apreenderam mais de R$ 20 mil em espécie, joias, reagentes e pedras utilizados para teste de ouro, agendas com anotações relacionadas à comercialização dos materiais, sacos para armazenamento das joias e balanças de precisão. O material apreendido indica que o grupo mantinha uma cadeia de comercialização clandestina das peças roubadas.

A operação foi baseada em levantamentos de inteligência, análise de dados, extração de informações de celulares e monitoramento realizado em campo. Os mandados judiciais foram expedidos durante investigação conduzida pela 14ª Delegacia Territorial da Barra, com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) e do Departamento de Inteligência Policial (DIP).

A ação também contou com o Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO) e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), segundo informações divulgadas pela Polícia Civil da Bahia.

O cenário da Barra como alvo de crimes patrimoniais não é novo. Apesar de ser polo turístico, o bairro da Barra registrou 172 ocorrências de assaltos apenas no primeiro semestre de 2024, entre os maiores índices de Salvador. A Operação Catena representa mais uma iniciativa das forças de segurança para coibir crimes contra visitantes e moradores na orla da capital baiana.

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