Uma notícia triste e revoltante abalou a comunidade acadêmica e chocou o país nesta sexta-feira (6), em Porto Velho, em Rondônia. A professora de Direito Juliana Santiago, uma mulher com fortes raízes em Salvador, na Bahia, morreu depois de ser atacada a facadas por um aluno dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca).
A professora Juliana, que era natural do Rio de Janeiro, mudou-se para Salvador ainda criança e cresceu na capital baiana. Lá, ela cursou o ensino fundamental no tradicional Colégio Antônio Vieira e, mais tarde, se formou em Direito pela Universidade Católica do Salvador (Ucsal). Sua trajetória mostrava uma vida dedicada à educação e ao direito, o que torna o crime ainda mais chocante para quem a conhecia e para a comunidade soteropolitana.
O Ataque Chocante Dentro da Sala de Aula
O ataque aconteceu no período da noite, enquanto a professora lecionava. O agressor, um aluno regularmente matriculado na instituição, a atacou com facadas. Logo após o crime, outros estudantes que estavam no local agiram rapidamente e conseguiram imobilizar o suspeito. Vídeos gravados por quem presenciou a cena circularam nas redes sociais, mostrando o momento em que o aluno foi contido pelos colegas.
Depois de ser imobilizado, o agressor foi entregue às autoridades e encaminhado para a Central de Polícia, onde ficou preso em flagrante. A professora Juliana Santiago foi prontamente socorrida. Imagens emocionantes mostram a vítima consciente, recebendo o amparo de alunos enquanto esperava o atendimento médico. Ela foi levada em estado grave para o Hospital João Paulo II, mas, infelizmente, não resistiu aos ferimentos e morreu.
Investigação e Luto na Comunidade
A Polícia Civil já abriu uma investigação para entender as circunstâncias do caso e descobrir o que motivou um estudante a cometer um crime tão brutal. Até o momento, a razão por trás do ataque ainda não foi esclarecida. O suspeito permanece à disposição da Justiça para as devidas providências legais.
A instituição de ensino, Fimca, confirmou a identidade do aluno envolvido e afirmou que está colaborando com todas as investigações. A notícia da morte de Juliana Santiago gerou uma onda de pesar e solidariedade.
"A morte de uma professora de Direito, em ambiente de formação jurídica, causa perplexidade e mobiliza toda a advocacia brasileira, que rende homenagem à sua trajetória", disse Beto Simonetti, presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Nacional, em nota. A entidade manifestou profundo pesar e se solidarizou com a família, amigos, colegas e alunos da vítima.
O Colégio Antônio Vieira, onde Juliana estudou em Salvador, também se manifestou, lamentando a perda da ex-aluna e destacando sua trajetória. A instituição aproveitou para reforçar a importância de "cuidarmos da vida, das relações e do outro", prestando suas condolências à família e aos amigos da professora.
Este trágico episódio acende um alerta sobre a segurança nas instituições de ensino e a complexidade das relações humanas, deixando uma marca dolorosa na memória de todos que acompanham o caso.







