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Professora de creche identifica sinais de abuso em aluna de 4 anos e padrasto é preso em flagrante no Agreste de Alagoas

Suspeito de 27 anos foi detido na zona rural de Coité do Nóia após PM e Conselho Tutelar agirem juntos com base na denúncia da educadora.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
03 de junho, 2026 · 06:24 2 min de leitura
Viatura da Polícia Militar em área rural do Agreste alagoano
Viatura da Polícia Militar em área rural do Agreste alagoano

Uma professora de creche foi a peça central na prisão em flagrante de um homem suspeito de abusar sexualmente de uma criança de 4 anos no Agreste alagoano. O caso ocorreu na tarde da última terça-feira (2) e envolveu uma ação conjunta da Polícia Militar e do Conselho Tutelar na zona rural de Coité do Nóia.

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Segundo informações divulgadas pelo portal Cadaminuto, a educadora realizava os procedimentos de banho na menor, em uma creche no Povoado Lagoa Grande, município de Taquarana, quando notou vestígios na roupa íntima da criança. Ao ser questionada pela professora, a menina revelou que o padrasto dava os banhos em casa e tocava em suas partes íntimas.

Diante da suspeita de abuso, a direção da unidade de ensino acionou imediatamente o Conselho Tutelar de Coité do Nóia, município onde a família da criança reside. A guarnição da Polícia Militar foi acionada pelo COPOM para prestar apoio ao Conselho Tutelar, e os policiais se dirigiram à creche localizada no Povoado Lagoa Grande, onde conselheiros tutelares e a direção da instituição aguardavam a chegada da equipe.

Após a coleta das informações, a equipe policial e o Conselho Tutelar seguiram até a residência da criança e do suspeito, localizado no Povoado Tingui, em Coité do Nóia. O homem, de 27 anos, foi encontrado no imóvel e detido sem resistência, sem necessidade do uso de algemas, conforme informações divulgadas pela fonte original.

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O suspeito foi conduzido ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios, onde foi autuado em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável. Ele permanece recolhido na carceragem da unidade, aguardando audiência de custódia. A criança e os familiares receberam assistência das equipes de assistência social do município.

O crime de estupro de vulnerável está previsto no artigo 217-A do Código Penal. Em março de 2026, o presidente Lula sancionou a Lei nº 15.353/2026, que não cria novo crime, mas altera o artigo 217-A para reforçar a absoluta presunção de vulnerabilidade da criança e do adolescente, independentemente do comportamento ou do histórico da vítima.

A alteração no Código Penal blinda a dignidade da criança ao encerrar estratégias de defesa de acusados que tentavam transferir a culpa para a vítima. Para especialistas, casos como o de Coité do Nóia evidenciam o papel decisivo da escola na proteção infantil — a sala de aula e a rotina da creche foram o ambiente onde o abuso veio à tona.

O caso reforça a importância da atenção de educadores aos sinais de violência. A Fundação Abrinq realiza anualmente a campanha Pode Ser Abuso, que oferece conteúdos educativos e materiais gratuitos sobre como identificar sinais de violência e agir corretamente diante de uma suspeita. Denúncias sobre abuso contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100, canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos.

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