O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pode estar negociando um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Preso preventivamente em Brasília desde o dia 4 de março, a possibilidade de ele colaborar com a Justiça ganhou força nos últimos dias.
Dois sinais acenderam o alerta para um possível acordo. O primeiro foi a decisão de manter Vorcaro preso. O segundo foi a troca em sua equipe de defesa, uma movimentação comum quando o investigado decide abrir o jogo e contar o que sabe.
Vorcaro foi alvo da Operação Compliance Zero, que investiga a venda de carteiras de crédito supostamente fraudulentas para o Banco de Brasília (BRB). A suspeita é de um esquema que teria causado grandes prejuízos à instituição pública.
Uma delação premiada funciona como uma troca. O investigado entrega informações valiosas, como nomes de outros envolvidos, provas e detalhes de como os crimes aconteciam. Em troca, ele pode conseguir benefícios, como uma pena menor ou até mesmo o perdão da Justiça.
Para o acordo ser fechado, no entanto, o banqueiro precisa primeiro mostrar que tem informações relevantes e que podem ser comprovadas. A polícia analisa se o que ele oferece é útil para a investigação antes de qualquer negociação sobre os benefícios avançar.







