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Polícia

Presidente da Câmara de Guaratinga é preso em operação contra facção criminosa

Paulo Chiclete é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 20 milhões através de empresas de tecnologia

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
09 de abril, 2026 · 10:50 1 min de leitura

O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, Paulo Chiclete (PSD), foi preso nesta quarta-feira (7) durante a Operação Vento Norte. A ação, coordenada pelo Ministério Público da Bahia, mira o combate a uma facção criminosa que atua no estado e em outras regiões do país.

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De acordo com as investigações do MP-BA, o grupo utilizava empresas de tecnologia financeira, as chamadas fintechs, para esconder a origem de dinheiro ilícito. Em apenas uma das contas analisadas pelos peritos, a movimentação financeira ultrapassou a marca de R$ 20 milhões.

Além do mandado de prisão preventiva, o vereador de 39 anos acabou sendo autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A operação não se limitou à cidade de Guaratinga, ocorrendo também em Eunápolis e em presídios de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 3,8 milhões em ativos financeiros dos investigados, atingindo 26 contas bancárias. No total, sete pessoas foram presas nesta fase da operação, que busca desarticular o braço financeiro da organização criminosa na Costa do Descobrimento.

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Nas redes sociais, Paulo Chiclete costumava se posicionar como um defensor dos valores da família, do esporte e de projetos sociais. Ele cumpre seu primeiro mandato como parlamentar e agora está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos sobre as graves acusações.

A defesa do vereador nega qualquer envolvimento com o crime organizado e afirma que ele é inocente. Os advogados sugerem que a prisão ocorre em um momento político sensível na cidade, relacionado à chegada de recursos de precatórios milionários que seriam fiscalizados pela Câmara.

Em nota, os representantes legais informaram que ainda não tiveram acesso total aos documentos do processo, mas reforçaram que o político está tranquilo e confiante de que os fatos serão devidamente esclarecidos durante a instrução judicial.

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