Uma traficante portuguesa, capturada recentemente em Salvador, está sob a mira das autoridades por suspeita de integrar um esquema internacional de tráfico de drogas. A polícia investiga se Paula Patrícia Moreira Gonçalves usava sua conexão com um agiota da facção Bonde do Maluco (BDM) para enviar entorpecentes para o continente europeu.
A mulher, que já possui uma condenação de quatro anos de prisão pela Justiça de Portugal, vivia na capital baiana de forma clandestina. Para tentar passar despercebida, ela utilizava o nome falso de Elizandra Oliveira e portava documentos adulterados durante sua rotina na cidade.
O cerco começou a se fechar durante o Carnaval, quando o sistema de reconhecimento facial da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) identificou o rosto da foragida. Apesar do alerta, a prisão não ocorreu de imediato porque o sistema nacional não inclui automaticamente mandados de prisão expedidos por outros países.
Após a identificação inicial, forças estaduais e federais montaram uma operação de monitoramento para confirmar a identidade real da suspeita. O trabalho conjunto foi necessário para validar os dados internacionais antes de efetuar a captura e garantir que não houvesse erros na abordagem.
As investigações apontam que Paula mantém um relacionamento amoroso com um homem apontado como o braço financeiro do BDM. Esse suspeito seria o elo entre a facção baiana e uma organização criminosa de São Paulo, facilitando a logística do tráfico transcontinental.
A portuguesa foi levada para a Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde o mandado de prisão internacional foi formalmente cumprido. Agora, a polícia busca mais detalhes sobre como funcionava o repasse das drogas e se há outros envolvidos no esquema de exportação de ilícitos.







