A luta contra o tráfico de drogas no Brasil segue firme, e os números mais recentes mostram o trabalho das autoridades. Em 2025, o Porto de Salvador, na Bahia, já registrou a apreensão de impressionantes 631 quilos de entorpecentes. As informações foram divulgadas pela Receita Federal do Brasil (RFB) e obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), oferecendo um panorama claro sobre a fiscalização no terminal portuário da capital baiana.
O levantamento da Receita Federal detalha que as apreensões foram feitas em três momentos específicos deste ano. Em maio, os fiscais conseguiram interceptar 63 quilos de cocaína. No mês seguinte, junho, a quantidade da mesma substância subiu consideravelmente, chegando a 560 quilos. Já em julho, a fiscalização interceptou 8 quilos de haxixe. A soma desses três registros totaliza os 631 quilos de drogas tiradas de circulação no Porto de Salvador em 2025.
Fiscalização constante: Comparativo com 2024
Para entender a dimensão desses números, a Receita Federal também trouxe dados comparativos de 2024. No ano passado, as apreensões no Porto de Salvador foram ainda maiores. Em outubro de 2024, foram encontrados 553 quilos de cocaína, e em novembro, um volume ainda mais expressivo de 969 quilos da droga. Somando esses dois episódios, aproximadamente 1,5 tonelada de drogas foi apreendida somente em 2024 no porto baiano.
A organização Fiquem Sabendo, especializada em transparência pública, foi quem solicitou esses dados, revelando o trabalho contínuo das autoridades no combate ao crime organizado. Esse tipo de transparência ajuda a população a acompanhar de perto as ações de segurança pública.
Como funciona a fiscalização nos portos e aeroportos
A Receita Federal explica que os portos e aeroportos são considerados “zonas primárias” de fiscalização aduaneira, ou seja, são os pontos principais onde a inspeção de mercadorias e pessoas acontece de forma mais rigorosa. Já as fronteiras terrestres e os caminhos que levam aos portos e aeroportos são classificados como “zonas secundárias”, também importantes para a vigilância.
De acordo com as informações fornecidas, as únicas drogas que costumam ser registradas em apreensões realizadas nos portos são a maconha, cocaína e haxixe, o que mostra um padrão nos tipos de entorpecentes que tentam entrar ou sair do país por via marítima. Atualmente, a Receita Federal opera em 32 pontos alfandegários espalhados pelo Brasil, com agentes dedicados a controlar e fiscalizar o fluxo de mercadorias e a coibir atividades ilegais como o tráfico de drogas.







