A Polícia Civil de São Paulo investiga as circunstâncias da morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. A agente foi encontrada sem vida, com um ferimento provocado por arma de fogo, na manhã da última quarta-feira (18/2). O caso ocorreu no apartamento onde ela residia com o marido, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, no bairro do Brás, região central da capital paulista.
A ocorrência, que inicialmente foi registrada como possível suicídio, teve sua linha de apuração alterada e passou a ser tratada pelas autoridades como morte suspeita.
De acordo com relatos de amigos, Gisele vivia um momento de ascensão profissional e comemorava uma recente promoção para atuar junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). No entanto, em conversas pessoais recentes, a policial também expressava preocupações em relação ao próprio futuro.
Em diálogos ocorridos em 2025 com uma amiga próxima, identificada como Karine Reis, Gisele relatou o pressentimento de que "morreria cedo", estimando que não ultrapassaria os 36 ou 37 anos. Na ocasião, a amiga chegou a compartilhar um sonho em que a policial aparecia com o rosto machucado. Apesar das preocupações relatadas, Gisele enfatizava que o seu maior sonho era viver o suficiente para acompanhar o crescimento e a formatura de sua filha, atualmente com sete anos.
O velório e o sepultamento de Gisele ocorreram na sexta-feira (20/2), na cidade de Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo. A cerimônia reuniu familiares e amigos, que expressaram forte consternação e cobraram celeridade e transparência nas investigações. Pessoas próximas à vítima também relataram um suposto histórico de episódios de violência por parte do marido.
Para auxiliar na elucidação do caso, a família da policial fez exigências específicas às autoridades competentes. Entre os principais pedidos estão:
Análise da cena do crime: A família questiona o suposto desaparecimento de itens do apartamento após a morte da policial, como toalhas, roupas de cama e um tapete.
Identificação do comunicante: Solicitação para que seja rastreado e exposto quem foi a pessoa responsável por fazer a ligação oficial denunciando a morte.
Imagens de segurança: Pedido de acesso e análise das câmeras de monitoramento do quartel onde Gisele trabalhava.
A investigação segue em andamento para esclarecer a dinâmica dos fatos e determinar a causa e as responsabilidades envolvidas na morte da policial.








