Um investigador da Polícia Civil e três guardas municipais de Salvador viraram réus na Justiça por roubo a mão armada. O mais impressionante é que, mesmo com a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA) aceita, todos continuam trabalhando normalmente em suas funções.
O crime aconteceu em junho de 2024. Segundo a acusação, os três guardas perseguiram um caminhão guincho que levava um carro modelo Renault Duster. Eles teriam usado armas de fogo para render os funcionários e levar o veículo à força.
O detalhe é que o carro pertencia a um dos guardas envolvidos, Edmarcos Dos Santos Nolasco, e estava sendo legalmente apreendido por um banco devido a uma ordem judicial. Inconformado, ele teria se juntado aos colegas para recuperar o bem na marra.
A participação do investigador da Polícia Civil, Sérgio Da Silva Acherman, foi diferente. Ele não estava no roubo, mas é acusado de um crime igualmente grave: usar seu cargo para ajudar a esconder o carro roubado.
E o esconderijo não podia ser mais ousado. O veículo foi encontrado dias depois no pátio da Corregedoria da própria Polícia Civil (CORREPOL), o órgão responsável por fiscalizar os policiais. O carro estava sob a guarda do investigador Acherman.
O Ministério Público afirma que tem provas robustas contra o grupo, como imagens de câmeras de segurança, dados de rastreamento do veículo da guarda usado na perseguição e depoimentos de testemunhas que reconheceram os acusados.
Procuradas, tanto a Polícia Civil quanto a Guarda Civil Municipal de Salvador confirmaram que os agentes denunciados continuam em serviço enquanto respondem ao processo na Justiça.







