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Polícia

Policiais viram réus por roubo de carro e seguem trabalhando em Salvador

Investigador da Civil e três guardas municipais são acusados de usar armas para roubar um veículo que estava sendo guinchado por um banco.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
11 de março, 2026 · 03:06 1 min de leitura

Um investigador da Polícia Civil e três guardas municipais de Salvador viraram réus na Justiça por roubo a mão armada. O mais impressionante é que, mesmo com a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA) aceita, todos continuam trabalhando normalmente em suas funções.

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O crime aconteceu em junho de 2024. Segundo a acusação, os três guardas perseguiram um caminhão guincho que levava um carro modelo Renault Duster. Eles teriam usado armas de fogo para render os funcionários e levar o veículo à força.

O detalhe é que o carro pertencia a um dos guardas envolvidos, Edmarcos Dos Santos Nolasco, e estava sendo legalmente apreendido por um banco devido a uma ordem judicial. Inconformado, ele teria se juntado aos colegas para recuperar o bem na marra.

A participação do investigador da Polícia Civil, Sérgio Da Silva Acherman, foi diferente. Ele não estava no roubo, mas é acusado de um crime igualmente grave: usar seu cargo para ajudar a esconder o carro roubado.

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E o esconderijo não podia ser mais ousado. O veículo foi encontrado dias depois no pátio da Corregedoria da própria Polícia Civil (CORREPOL), o órgão responsável por fiscalizar os policiais. O carro estava sob a guarda do investigador Acherman.

O Ministério Público afirma que tem provas robustas contra o grupo, como imagens de câmeras de segurança, dados de rastreamento do veículo da guarda usado na perseguição e depoimentos de testemunhas que reconheceram os acusados.

Procuradas, tanto a Polícia Civil quanto a Guarda Civil Municipal de Salvador confirmaram que os agentes denunciados continuam em serviço enquanto respondem ao processo na Justiça.

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