A Polícia Civil, em uma grande ação conjunta que mobilizou agentes de três estados, prendeu nesta quinta-feira (5) o principal suspeito de liderar uma organização criminosa que atuava em Monte Santo, na Bahia. A operação, batizada de “Caixão Digital”, conseguiu também bloquear cerca de R$ 800 mil em contas ligadas ao grupo, dinheiro que, segundo as investigações, vinha da lavagem de capitais.
O foco da força-tarefa foi desarticular o esquema de lavagem de dinheiro, além de combater o tráfico de drogas e a associação criminosa. A lavagem de dinheiro é quando criminosos tentam dar uma aparência legal a bens ou valores que foram ganhos de forma ilícita, como o tráfico de drogas, para que possam usar esse dinheiro sem levantar suspeitas.
Líder pego em outro estado e mais bloqueios
O homem apontado como líder do grupo, que tem base em Monte Santo, na Bahia, foi localizado e preso em Uberlândia, em Minas Gerais. Contra ele, foram cumpridos dois mandados de prisão: um preventivo e outro temporário. Essa prisão mostra a amplitude da rede criminosa, que não se restringia apenas ao estado da Bahia.
Ao todo, a Operação Caixão Digital cumpriu nove mandados judiciais, que incluíam tanto prisões quanto buscas. Seis desses mandados de busca e apreensão foram realizados em várias cidades: Atibaia, em São Paulo; Uberlândia e Araguari, em Minas Gerais; e Monte Santo, na Bahia. Os R$ 800 mil bloqueados foram resultado direto dessas ordens judiciais nas contas dos investigados.
Além do líder, um outro integrante do grupo, que já estava preso no presídio de Juazeiro, na Bahia, por tráfico de drogas, recebeu um novo mandado de prisão. Isso reforça a conexão entre os crimes de tráfico e a lavagem de dinheiro.
Material apreendido e perícia
Durante as buscas nos endereços ligados aos suspeitos, os policiais apreenderam diversos itens importantes para a investigação. Entre eles, estavam dispositivos eletrônicos, aparelhos celulares e porções de cocaína. Todo esse material será analisado pelos especialistas, que farão a extração de dados para aprofundar as provas contra a organização criminosa.
A operação contou com uma vasta rede de colaboração entre as forças de segurança. Participaram a 25ª Coordenadoria de Polícia do Interior (COORPIN) de Euclides da Cunha, na Bahia, as delegacias de Monte Santo, a Diretoria de Polícia do Interior (DIRPIN) Norte, e unidades especializadas das polícias de Minas Gerais e São Paulo. Essa união de forças foi fundamental para o sucesso da ação contra o crime organizado.







