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Polícia prende dois suspeitos pelo assassinato de pastor e vigilante morto no último dia de trabalho em Salvador

Julio Ferreira e Pablo Gomes, ambos de 42 anos, foram capturados em Pirajá e Simões Filho; investigação aponta briga no trabalho como motivação do crime, não a atuação religiosa da vítima.

Redação ChicoSabeTudo
17 de junho, 2026 · 06:20 2 min de leitura
Viatura da Polícia Civil da Bahia em operação de captura de suspeitos em Salvador
Viatura da Polícia Civil da Bahia em operação de captura de suspeitos em Salvador

A Polícia Civil da Bahia prendeu dois homens suspeitos de envolvimento no assassinato do pastor e vigilante Rick Andrade da Silva, de 39 anos, morto a tiros no dia 29 de abril no bairro da Calçada, em Salvador. Os suspeitos foram identificados como Julio dos Santos Ferreira e Pablo Ventura Gomes, ambos de 42 anos, detidos por equipes da 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS), ligada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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As prisões aconteceram em dois locais diferentes: um dos suspeitos foi localizado no bairro de Pirajá, em Salvador, enquanto o outro foi encontrado em Simões Filho, na Região Metropolitana. Após serem capturados, os dois foram encaminhados para a sede do DHPP, onde tiveram os mandados de prisão temporária cumpridos.

Durante as investigações, após a coleta de depoimentos e análise de imagens de câmeras de videomonitoramento, os policiais identificaram a motocicleta utilizada antes e depois da execução da vítima. Em uma ação em Simões Filho, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, foram apreendidos uma pistola, uma motocicleta, um capacete e uma jaqueta preta, itens compatíveis com as características observadas no crime.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que o crime teria sido motivado por conflitos e desentendimentos relacionados ao ambiente de trabalho da vítima. Os investigadores ressaltaram que, até o momento, não há indícios de que o homicídio tenha qualquer ligação com a atuação religiosa de Rick.

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Rick Andrade trabalhava há cerca de um ano como vigilante em uma empresa de revenda de carros na região, e o crime ocorreu justamente no seu último dia de trabalho, quando os colegas se preparavam para fazer uma festa de despedida para ele. Os pertences de Rick não foram levados pelos suspeitos, o que descartou a possibilidade de latrocínio.

Além do trabalho como vigilante, Rick liderava um ministério religioso e acumulava mais de 18 mil seguidores em todas as suas redes sociais. Fora da rotina profissional, ele costumava publicar vídeos de pregações realizadas em igrejas e em diferentes pontos da capital baiana. Ele deixou três filhos.

O chefe de Rick na empresa de veículos, Milton Bonfim, lamentou a morte do funcionário. Segundo ele, o vigilante era uma pessoa alegre, sem desentendimentos com ninguém no trabalho e sempre levava palavras de fé aos colegas. O caso segue sob investigação do DHPP.

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