Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Polícia prende delegada acusada de advogar para o PCC e namorar chefe do tráfico

Delegada recém-empossada em São Paulo é presa por suspeita de ligação com o PCC e atuação irregular como advogada para membros da facção.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
16 de janeiro, 2026 · 14:40 2 min de leitura
Imagem: Reprodução/Redes sociais
Imagem: Reprodução/Redes sociais

A delegada Layla Lima Ayub, que havia sido empossada em dezembro de 2025 como delegada de polícia em São Paulo, foi presa na manhã desta sexta-feira (16) sob suspeita de manter vínculos pessoais e profissionais com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do país. A prisão ocorreu durante a Operação Serpens, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Pará.

Publicidade

Layla Lima Ayub foi nomeada delegada em cerimônia que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas, quando 524 novos delegados foram empossados. Antes de assumir o cargo, Layla atuou como policial militar no Espírito Santo e como consultora jurídica no Pará. Ela ainda estava cursando o treinamento de formação de delegados, que tem duração de seis meses.

Segundo as investigações, a delegada teria continuado a atuar irregularmente como advogada criminalista, função que é proibida para ocupantes de cargos públicos, inclusive defendendo presos ligados ao PCC em audiências de custódia. Além disso, a investigação aponta que Layla mantinha um relacionamento amoroso com Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, apontado pelas autoridades da Região Norte do país como integrante do PCC e um dos chefes do tráfico de armas e drogas em Roraima. Jardel é considerado o braço forte do PCC no estado, responsável pelo comércio de armas e drogas para a organização, e exerce a função de conselheiro do "tribunal do crime" do grupo.

A Operação Serpens cumpriu sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá, no Pará, além de dois mandados de prisão temporária, um contra a delegada e outro contra um integrante do PCC que estava em liberdade condicional. Após a prisão, Layla foi encaminhada para a Corregedoria da Polícia Civil para as providências cabíveis.

Publicidade

Em nota, o Procurador-geral de Justiça Paulo Sérgio Oliveira e Costa destacou que, apesar da infiltração do crime organizado em estruturas públicas, mecanismos internos de controle têm ajudado a coibir essas práticas em São Paulo.

Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública não se manifestou oficialmente sobre o caso, e a defesa da delegada ainda não foi localizada para comentar as acusações.

Galeria · 2 imagens1 / 2
Imagem: Reprodução/Redes sociais
Imagem: Reprodução/Redes sociais

Leia também