A Polícia da Bahia começou, na manhã desta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Mirakel. O objetivo é desmantelar um grupo criminoso que roubava, recebia e vendia as famosas canetas emagrecedoras, que têm um alto valor de mercado. A ação aconteceu em Salvador, na Bahia, e mobilizou várias unidades das Forças Estaduais de Segurança.
Cerca de 300 policiais participaram da operação, com o cumprimento de ordens judiciais em diversas partes da capital baiana. O trabalho conjunto envolveu as Polícias Civil, Militar e Técnica, mostrando a força e a união para combater esse tipo de crime. Unidades especializadas como o Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACO), o Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) estavam entre os envolvidos, além de várias outras.
Entenda a Operação Mirakel
Essa não é a primeira vez que as autoridades agem contra esse grupo. A primeira fase da Operação Mirakel aconteceu em junho do ano passado. Naquela época, a polícia conseguiu prender duas pessoas importantes na quadrilha. Uma delas era responsável por recrutar adolescentes e planejar os ataques às farmácias, enquanto a outra era o executor direto dos roubos dos medicamentos.
As investigações mostraram que o grupo agia de forma organizada, mirando em estabelecimentos para conseguir as canetas emagrecedoras, que são produtos caros e com alta demanda, o que facilita a revenda ilegal. Além das canetas, o grupo também era investigado por furtos e roubos de outros produtos em estabelecimentos comerciais.
Durante as diligências desta segunda fase, a polícia encontrou itens que ajudam a identificar os criminosos e a ligá-los aos roubos. Foram achados uma bolsa usada em entregas por aplicativos, uma capa de chuva e um casaco. Essas peças de roupa foram identificadas em imagens de câmeras de segurança de comércios que foram alvo do grupo. Além disso, foram encontrados produtos de higiene pessoal que, segundo as investigações, também foram roubados em lojas.
A Operação Mirakel busca, portanto, desarticular por completo essa rede criminosa, que se aproveita do alto custo e da procura por esses medicamentos para lucrar ilegalmente, causando prejuízos a estabelecimentos e colocando em risco a segurança da população.







