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Polícia

Polícia investiga venda ilegal de agendamentos da Nova Identidade na BA

Polícia Civil da Bahia deflagra operação contra venda ilegal de agendamentos da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) em cinco cidades. Ação investiga funcionários e intermediários.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
19 de dezembro, 2025 · 12:47 2 min de leitura
Operação investiga venda ilegal de vagas para emitir CIN.
Operação investiga venda ilegal de vagas para emitir CIN.

A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta sexta-feira (19) uma grande operação para desvendar um esquema de venda ilegal de agendamentos da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) nos postos do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC). Em várias cidades do estado, como Salvador, Feira de Santana, Candeias, Camaçari e Remanso, na Bahia, os agentes cumpriram 18 mandados de busca e apreensão. O principal objetivo é combater uma fraude que dificultava o acesso dos cidadãos a um serviço público que deveria ser gratuito e acessível a todos.

Entenda como funcionava o esquema de vendas irregulares

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As investigações apontam que as vagas, que são disponibilizadas de graça pelo sistema oficial do Governo do Estado, eram comercializadas de forma irregular. Havia duas maneiras principais de burlar o sistema e lucrar com a necessidade dos cidadãos:

  • Facilitação por dinheiro: Em alguns casos, funcionários públicos e pessoas sem ligação direta com a Rede SAC ofereciam agendamentos fora da fila normal em troca de dinheiro.
  • Revenda de vagas capturadas: Outros envolvidos capturavam as vagas no sistema eletrônico, que deveriam ser usadas gratuitamente, e depois as revendiam para cidadãos que buscavam tirar o novo documento.

Tudo começou a partir de uma denúncia feita pela própria coordenação da Rede SAC. Uma fonte anônima foi crucial para o início das apurações, dando acesso a dados importantes que ajudaram a Polícia Civil a entender a dimensão do problema e identificar os envolvidos no esquema.

A Carteira de Identidade Nacional é um documento essencial. Ela substitui o antigo RG e traz mais segurança e modernidade para a identificação dos brasileiros. A venda irregular de seus agendamentos não só prejudica a população mais vulnerável, que depende do serviço público e muitas vezes não tem recursos para pagar por algo que é seu direito, mas também mina a confiança nos órgãos públicos. É um crime que atinge diretamente o cidadão, transformando um processo simples em algo complicado e oneroso para quem mais precisa.

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A Polícia Civil segue com as investigações para identificar todos os envolvidos no esquema e garantir que a emissão da nova identidade volte a ser um processo transparente e justo para todos os baianos. A ação mostra o compromisso das autoridades em coibir práticas de corrupção e assegurar a integridade dos serviços públicos estaduais.

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