A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) anunciou a identificação de três policiais militares que são suspeitos de envolvimento no estupro de uma mulher de nacionalidade argentina. O crime chocante aconteceu durante o Carnaval de Salvador, na Bahia, na noite de abertura da festa.
Segundo as investigações, a violência sexual teria ocorrido na última quinta-feira (12) em um banheiro químico que estava instalado no circuito Dodô (Barra-Ondina). A vítima, uma turista argentina que já mora em Salvador há alguns anos, relatou que o estupro aconteceu em um momento de ausência de seu namorado. As autoridades confirmaram que o namorado da mulher também é um policial militar.
Após o ocorrido, a mulher registrou o boletim de ocorrência na Delegacia Territorial (DT) de Abrantes, em Camaçari, na Bahia. Ela recebeu todo o apoio necessário e foi levada ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para a realização de exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Os laudos periciais já fazem parte do conjunto de provas que buscam esclarecer todos os detalhes do caso.
Os três suspeitos faziam parte do grande contingente de cerca de 40 militares que estavam trabalhando no policiamento ostensivo do circuito carnavalesco. A investigação agora tenta determinar se os policiais envolvidos são militares em formação, praças ou oficiais. As oitivas, ou seja, os depoimentos com os suspeitos já estão sendo realizados para coletar mais informações.
A Secretaria da Segurança Pública deixou claro que a apuração do caso está sendo feita de forma integrada, com a participação da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Polícia Técnica. Além das provas técnicas colhidas no local e na vítima, a pasta está usando informações que chegaram de forma anônima pelo Disque Denúncia (181) e também está analisando as imagens gravadas por câmeras de monitoramento da região, que podem ajudar a identificar os envolvidos e o desenrolar dos fatos.
"A gente faz questão de frisar o apoio à vítima e à família. Não vamos passar a mão na cabeça de ninguém e temos que ser firmes nesse assunto", declarou Marcelo Werner, secretário da Segurança Pública, manifestando seu repúdio ao caso e garantindo rigor total na apuração.
Werner também informou que a vítima recebeu atendimento médico imediato e que testemunhas já foram ouvidas para ajudar na construção do inquérito. A Polícia Militar acompanha de perto todo o inquérito e a Corregedoria da corporação já deve abrir processos administrativos para investigar a conduta dos agentes envolvidos, o que pode resultar em punições disciplinares severas, além das possíveis consequências criminais.







