A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) anunciou que três policiais militares foram identificados como suspeitos de um grave crime. Eles são investigados por estuprar uma mulher argentina durante o Carnaval de Salvador, na Bahia, em um episódio que chocou a capital baiana. O caso teria acontecido na última quinta-feira, no início da festa, dentro de um banheiro químico localizado no movimentado circuito Dodô (Barra-Ondina).
A vítima, que é argentina, mas mora em Salvador já há alguns anos, conseguiu registrar a denúncia na Delegacia Territorial (DT) de Abrantes, em Camaçari. Este passo foi crucial para o início das investigações. Após prestar seu depoimento, ela foi imediatamente levada ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passou por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Os resultados desses laudos são peças fundamentais para a apuração.
Os policiais militares envolvidos faziam parte do grupo de agentes designados para fazer o policiamento ostensivo e garantir a segurança dos foliões no circuito. A investigação, que está em andamento, busca agora determinar se eles são militares em formação, praças ou oficiais. Para isso, os suspeitos já estão sendo ouvidos em oitivas. A SSP-BA destacou que a apuração do caso está sendo feita de forma conjunta e rigorosa, contando com a colaboração das polícias Civil, Militar e Técnica, garantindo uma investigação completa e sem brechas.
Secretário da SSP-BA garante rigor na apuração
Marcelo Werner, o secretário da Segurança Pública, não demorou a se manifestar. Ele expressou seu repúdio ao crime e garantiu que a apuração será feita com todo o rigor necessário.
"A gente faz questão de frisar o apoio à vítima e à família. Não vamos passar a mão na cabeça de ninguém e temos que ser firmes nesse assunto," declarou o secretário, reforçando o compromisso das autoridades com a justiça e a proteção da vítima.
Werner também informou que a mulher recebeu atendimento médico assim que o crime foi reportado e que testemunhas importantes para o caso já foram ouvidas. Além da investigação criminal conduzida pela Polícia Civil, a Polícia Militar está acompanhando o inquérito. A Corregedoria da corporação já está se preparando para abrir processos administrativos. Estes processos vão investigar a conduta dos agentes envolvidos, que podem enfrentar punições disciplinares severas, além das consequências legais.







