A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a Operação Repasse para combater a extração clandestina de ouro em Santaluz, no interior da Bahia. A ação foca em criminosos que montaram estruturas laboratoriais para refinar o metal precioso de forma ilegal.
Segundo as investigações, o grupo recebia restos de mineração de garimpeiros e utilizava o processo químico de lixiviação para retirar o ouro. Para isso, usavam cianeto de sódio, um produto altamente perigoso e controlado pelo Exército.
O uso dessas substâncias tóxicas coloca em risco a saúde da população e a natureza. De acordo com a PF, os danos ambientais provocados por essa atividade na região já ultrapassam a marca de R$ 180 milhões.
Nesta nova fase, os agentes cumprem dois mandados de busca e apreensão na cidade. O objetivo é remover bens que já foram confiscados pela Justiça e recolher novas provas que ajudem a identificar outros envolvidos no esquema.
A operação é um desdobramento de outras três ações realizadas entre 2023 e 2024. A polícia descobriu que, mesmo após as fiscalizações anteriores, os suspeitos continuaram operando e até modernizaram os métodos de refino.
Os envolvidos respondem por crimes graves, como usurpação de bens da União, lavagem de dinheiro e posse de explosivos. Se forem condenados, as penas somadas podem chegar a 29 anos de prisão.







