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Polícia

Polícia cumpre mandados contra sonegação fiscal em Feira de Santana

Segunda fase da Operação Primus cumpre cinco mandados em Feira de Santana e Conceição do Jacuípe para desarticular esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em combustíveis.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
17 de dezembro, 2025 · 13:44 2 min de leitura
Foto: Divulgação / Polícia Civil
Foto: Divulgação / Polícia Civil

A Polícia Civil realizou na manhã desta quarta-feira (17) a segunda fase da Operação Primus 2, cumprindo cinco mandados de busca e apreensão. As ações aconteceram em Feira de Santana, na Bahia, e Conceição do Jacuípe, na Bahia, e têm como foco desbaratar um elaborado esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

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Em Feira de Santana, quatro mandados foram executados em imóveis localizados nos bairros SIM e Santo Antônio dos Prazeres. O quinto mandado foi cumprido no centro de Conceição do Jacuípe. O principal objetivo dessas ordens judiciais era juntar provas que mostrem como recursos ilegais eram escondidos usando empresas de fachada.

Durante as diligências, as equipes de investigação apreenderam nove celulares, além de talões de cheques, vários documentos, pen drives, tablets e computadores. Todo esse material será analisado por peritos, o que deve aprofundar ainda mais as investigações e revelar novos detalhes sobre o esquema criminoso.

A polícia descobriu que quatro pessoas usavam cerca de 14 empresas para esconder a movimentação de dinheiro sujo e o controle das companhias. Para isso, eles colocavam outras pessoas, os famosos "laranjas", como donos ou responsáveis pelas empresas. Essa tática era usada para não deixar rastros da origem dos recursos ilegais, confirmando que existia um esquema bem organizado de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Entenda o histórico da Operação Primus

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A primeira fase da Operação Primus, realizada anteriormente, foi um golpe duro contra uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro, adulterar e vender combustíveis de forma ilegal. Essa quadrilha atuava em dezenas de cidades da Bahia e tinha ramificações nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, mostrando a amplitude do problema.

Naquela ocasião, a polícia cumpriu 74 medidas judiciais, incluindo 62 mandados de busca e apreensão e 10 prisões. Quinze pessoas investigadas foram denunciadas, 12 veículos foram apreendidos e a Justiça autorizou o bloqueio e sequestro de mais de R$ 6,5 bilhões em bens. As prisões preventivas dos envolvidos também foram mantidas, um sinal da gravidade dos crimes.

A Operação Primus é um trabalho conjunto entre a Polícia Civil, através do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), e o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira). Este comitê reúne diversos órgãos do governo estadual e do sistema de Justiça, unindo forças para combater crimes financeiros e recuperar bens.

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