A Polícia Civil da Bahia deu um passo importante na busca por justiça para Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41, e Mariana Bastos da Silva, de 20 anos. As três mulheres morreram no dia 15 de agosto de 2025, na cidade de Ilhéus, na Bahia, e agora, a investigação do caso foi concluída.
O inquérito, que investigou as circunstâncias dessas mortes trágicas, foi finalizado em 19 de dezembro de 2025. O material já foi encaminhado para a Justiça, com o indiciamento do suspeito pelo crime de latrocínio — que é, em termos simples, um roubo que termina em morte. Além disso, a polícia pediu a prisão preventiva do investigado, para que ele aguarde o julgamento já detido.
A complexa investigação da Polícia Civil
O trabalho de apuração foi conduzido com muita dedicação pelo Núcleo de Homicídios de Ilhéus, junto com a 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Ilhéus). A equipe ainda contou com um reforço importante de unidades especializadas, como o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o Departamento de Inteligência Policial (DIP).
Para chegar às conclusões, os policiais realizaram uma série de ações em campo, que incluíram:
- Análise minuciosa de câmeras de segurança;
- Realização de exames periciais detalhados;
- Coleta de depoimentos de familiares e testemunhas;
- Busca e análise de provas técnicas e genéticas.
Todo esse esforço teve o apoio de medidas cautelares para a obtenção e análise de dados, em uma ação conjunta entre a Polícia Civil, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça da Bahia. Essa integração foi crucial para o andamento do caso.
Próximos passos na Justiça
Depois que o inquérito chegou à Justiça, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) apresentou uma denúncia formal. A decisão veio porque o MP entendeu que existem provas e indícios suficientes tanto da autoria quanto da materialidade do crime, ou seja, que o suspeito realmente cometeu o ato e que as mortes de fato aconteceram conforme apurado.
O processo agora está nas mãos da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ilhéus, onde aguarda uma decisão do juiz. Esse é um momento crucial, onde a Justiça vai analisar todas as provas e argumentos para definir o futuro do suspeito.
Os exames periciais foram fundamentais para esclarecer o caso e foram realizados pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). Eles foram os responsáveis pelos exames nos corpos (necroscópicos), pelos confrontos genéticos e por todas as análises laboratoriais que ajudaram a montar o quebra-cabeça dessa tragédia.







