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Polícia

Polícia Civil investiga fraude em eleição do Sindtav

Inquérito investiga irregularidades na eleição do Sindtav em Salvador, com denúncias de uso de documentos falsos e fraude na ata.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
02 de dezembro, 2025 · 03:04 2 min de leitura
Foto: César Vilas Boas / Fecomércio
Foto: César Vilas Boas / Fecomércio

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar indícios de falsidade ideológica e uso de documento falso relacionados à eleição do Sindicato do Comércio Atacadista de Tecidos, Vestuários e Armarinhos de Salvador (Sindtav). A investigação foi iniciada após uma notícia-crime apresentada por Plínio Luís Queiroz de Moraes Júnior, ex-funcionário da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), que trabalhou na instituição por 38 anos. O registro da denúncia ocorreu no dia 4 de novembro e é tratado pela 16ª Delegacia Territorial (DT/Pituba).

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Segundo a denúncia, a suposta fraude está ligada à ata da eleição do Sindtav, datada de 7 de dezembro de 2021, mas registrada em cartório apenas em abril de 2024, mais de três anos após o pleito. O documento mencionaria a participação de duas empresas que não existiam na data da votação: Ecoloy Soluções para Resíduos Têxteis Inova Simples, criada em 10 de março de 2022, e Dumar Soluções, Tecnologia e Inovação Ltda., estabelecida em 27 de outubro de 2023.

O ex-funcionário relatou que a mesa eleitoral foi composta por funcionárias da Fecomércio-BA, levantando a questão sobre a legitimidade de sua participação sem a autorização de superiores. O denunciante observou ainda que o Sindtav não votou na Reunião Extraordinária do Conselho de Representantes da Fecomércio-BA em dezembro de 2024 devido à falta de documentação completa sobre o processo eleitoral, indicando possíveis irregularidades.

A Polícia Civil confirmou a abertura do inquérito, informando que diligências e oitivas estão em andamento para esclarecer os fatos. O presidente eleito do Sindtav e diretor da Fecomércio, José Loyola Neto, declarou estar surpreso com as acusações e se manifestará nos autos. Ele classificou as alegações como uma “perseguição do âmbito sindical”.

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A Fecomércio se posicionou, esclarecendo que as questões mencionadas referem-se à gestão anterior (2018–2022) e que sempre apoiou logisticamente as eleições dos sindicatos filiados. A instituição reafirmou seu compromisso com a transparência e a ética e declarou apoio à investigação.

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