A Polícia Civil da Bahia vai aumentar seu efetivo em 37% para o Carnaval de 2026, uma medida anunciada pelo Delegado-Geral André Viana. O reforço terá um olhar especial para o atendimento de mulheres e outros grupos vulneráveis, que são vítimas de intolerância e racismo, nos circuitos da festa. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (12), em Salvador, na Bahia, durante a abertura do Carnaval no circuito Osmar (Campo Grande).
Em entrevista ao Bahia Notícias, o delegado André Viana explicou que o objetivo é fazer do próximo Carnaval o mais seguro de todos os tempos. Para isso, a Polícia Civil vai trabalhar de mãos dadas com outras forças de segurança, como a Polícia Militar, a Polícia Penal, a Guarda Municipal, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.
"No Carnaval 2026 a Polícia Civil vai estar marcando presença de uma forma forte, justamente para cumprir a sua missão de proteger a sociedade. A união das forças é a grande solução no pacote de segurança pública. Todos juntos para garantir a segurança. É o maior evento do mundo, então precisamos realmente garantir que esse evento seja de sucesso, que o folião se sinta coberto e protegido e essa é a nossa grande missão", disse André Viana.
A estratégia da polícia não se limita apenas ao aumento do número de agentes. Ela inclui também um forte investimento em:
- Capacitação e treinamento: Para que os policiais possam atender e acolher bem os cidadãos.
- Inteligência e investigação: Para identificar rapidamente quem comete crimes, como roubos, furtos de celular ou importunação sexual.
- Ações rápidas: O objetivo é prender os criminosos ainda durante o evento ou, se não for possível na hora, identificá-los para que a Justiça e o Ministério Público possam agir, pedindo prisões preventivas ou temporárias.
Aumento nos postos SERVVIR e combate à importunação sexual
O aumento de 37% no efetivo será direcionado principalmente aos postos SERVVIR, que significa Serviço Especializado de Respeito a Grupos Vulnerabilizados e Vítimas de Intolerância e Racismo. Esses postos já mostraram bons resultados em 2025 no apoio a vítimas de crimes contra mulheres e grupos vulneráveis. Ao todo, serão 36 postos espalhados pelos circuitos, além da Central de Flagrantes e unidades especializadas, garantindo que o folião sempre encontre apoio perto.
O delegado Viana também reforçou que qualquer policial estará pronto para receber denúncias e encaminhar as vítimas para o atendimento correto. A Polícia Civil também vai investir em comunicação e campanhas educativas. Uma das campanhas, "Não me Pegue, Não Me Toque", feita em parceria com o Ilê Ayê, deixa claro que importunação sexual é crime, a não ser que haja desejo mútuo.
Para agilizar as ações, o Poder Judiciário terá plantões especiais durante o Carnaval, facilitando a aplicação de medidas contra os agressores.
Respostas rápidas em casos recentes
Viana citou um caso recente de importunação sexual que aconteceu em Ondina, no dia 8 de fevereiro, durante as prévias do Carnaval. Um homem abordou duas mulheres, tocou nelas de forma indevida e depois sorriu para as câmeras de segurança. O suspeito foi identificado e preso nesta quinta-feira (12).
O delegado garantiu que todos os crimes de importunação sexual que aconteceram nas prévias foram investigados. Os suspeitos que não foram presos na hora receberam outras medidas de segurança, como a proibição de entrar nos circuitos e o uso de tornozeleira eletrônica, tudo para que não pudessem causar mais problemas durante a festa. O governador pediu que a comunicação dessas ações seja forte, para mostrar à sociedade o trabalho que está sendo feito e a busca pelo Carnaval mais seguro de todos os tempos.







