A Polícia Civil do Estado da Paraíba concluiu o inquérito sobre o assassinato da policial penal Edvânia Vieira da Silva, de 44 anos, e indiciou formalmente o marido da vítima e a amante dele pelo crime de feminicídio, conforme apurado pela Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos.
Edvânia foi encontrada morta em sua própria residência no bairro Jardim Magnólia, no dia 8 de novembro de 2025, após ficar dois dias sem contato com familiares e colegas de trabalho. O corpo estava ao lado da cama, ainda fardado, e os peritos constataram indícios de violência com sinais de esganadura e hematomas, sem marcas de perfurações por arma de fogo ou arma branca.
Logo após o registro do crime, a polícia prendeu o marido da vítima, Leonardo Pereira Lima, de 38 anos, em Caetés (PE), durante operação integrada entre as polícias da Paraíba e de Pernambuco. Com o avanço das investigações, a participação de Jucineide Alves Lima, identificada como amante de Leonardo, foi confirmada e resultou em sua prisão em Paulo Afonso (BA) com apoio da Polícia Civil baiana.
Segundo a Polícia Civil, as primeiras diligências haviam levado a equipe a considerar inicialmente a possibilidade de envolvimento de facções criminosas, em razão de pichações encontradas no muro da residência da vítima com inscrições como “X9” e siglas de grupos — uma tentativa de desviar a investigação. Essa linha foi descartada ao longo do inquérito.
Os investigadores apontaram que a motivação do crime envolveu fatores financeiros e passionais: Edvânia havia contraído empréstimos pouco antes de ser morta, e o relacionamento extraconjugal entre o marido e a amante teria alimentado conflitos que culminaram no planejamento do feminicídio.
O Ministério Público estadual já ofereceu denúncia contra os dois investigados pelos crimes apurados, incluindo, além do feminicídio, o furto da arma funcional da vítima em relação ao marido. O processo seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri.
Atualmente, Leonardo Pereira Lima está custodiado na Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), em João Pessoa, enquanto Jucineide Alves Lima permanece presa em Paulo Afonso (BA), com a prisão convertida em preventiva.
Edvânia, natural de Paulo Afonso e com mais de 10 anos de experiência no sistema prisional, era reconhecida por colegas como uma profissional dedicada. Autoridades e membros da classe lamentaram a perda da servidora e reforçaram o compromisso com a elucidação completa do caso.
O inquérito policial apontou evidências consideradas suficientes para a responsabilização criminal dos dois indiciados, e o caso seguirá sua tramitação na Justiça, onde as acusações serão avaliadas em júri popular.







