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Polícia

PMs são absolvidos da morte de adolescente na Cidade de Deus

Policiais militares Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Diego Pereira Leal são absolvidos no Rio da acusação de matar o adolescente Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, na Cidade de Deus em 2023.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
12 de fevereiro, 2026 · 23:01 2 min de leitura
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

Dois policiais militares foram absolvidos na noite da última quarta-feira (11) da acusação de matar o adolescente Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, na Cidade de Deus, zona oeste do Rio de Janeiro. Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Diego Pereira Leal, que faziam parte do Batalhão de Choque da PM, foram inocentados pelo Tribunal do Júri do Rio.

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O caso que levou os agentes ao banco dos réus aconteceu em agosto de 2023 e gerou grande comoção. Thiago estava em uma motocicleta com Marcos Vinicius de Sousa Queiroz quando os dois foram atingidos por tiros de fuzil. Marcos, que foi baleado na mão, conseguiu sobreviver e, em seu depoimento, afirmou que Thiago não estava armado no momento em que tudo aconteceu.

Além da acusação de homicídio qualificado pela morte de Thiago, os policiais também foram inocentados da tentativa de homicídio contra Marcos Vinicius. O julgamento durou dois dias e foi marcado por debates intensos entre a acusação e a defesa. A maioria dos sete jurados decidiu pela absolvição dos PMs.

A justiça e a dor da família

“O Judiciário não ignora a dor da família das vítimas, mas o veredicto representa a decisão do tribunal do júri.”

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Essa foi a declaração do juiz Renan Ongaratto, responsável pela sessão, ao final do julgamento. A fala do magistrado busca contextualizar a decisão judicial, reconhecendo o sofrimento dos familiares diante do resultado, mas reforçando que a sentença é fruto do processo do júri.

Apesar da absolvição no caso da morte de Thiago, Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Diego Pereira Leal ainda enfrentam outro processo na Justiça, desta vez por fraude processual.

A Anistia Internacional, organização que defende os direitos humanos, se manifestou em nota, criticando o resultado do julgamento. A entidade declarou que o caso acabou desviando o foco, ao retratar o adolescente Thiago como um criminoso em vez de uma vítima da violência policial, um debate recorrente em áreas de conflito no Rio de Janeiro.

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