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Polícia

PM e mais três são presos em Salvador por fraude veicular na Bahia

Esquema clonava documentos de carros para liberar crédito com garantia falsa; polícia agiu na Bahia e no Ceará

Redação ChicoSabeTudo
01 de setembro, 2026 · 18:46 2 min de leitura

A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta terça-feira (1º) a Operação Giratina, voltada a um esquema suspeito de fraudar o recadastramento e a transferência de veículos. Quatro pessoas foram presas e dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Região Metropolitana de Salvador e no Ceará.

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Entre os detidos está um sargento da Polícia Militar da Bahia que, à época dos fatos investigados, estava cedido ao Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA). Também foram presos dois servidores comissionados que ocupavam cargos de chefia na 25ª Circunscrição Regional de Trânsito, em Simões Filho.

O quarto preso é parente de um dos outros investigados. Durante a busca em sua casa, os agentes encontraram uma arma de fogo irregular, o que resultou em prisão em flagrante. Três das prisões ocorreram em Madre de Deus e uma em Simões Filho. Buscas também foram feitas em Camaçari e Lauro de Freitas.

No Ceará, foram cumpridos quatro mandados em endereços ligados a uma empresa e a pessoas apontadas como parte do esquema. Nessas diligências, a polícia apreendeu uma pistola, um revólver, celulares e documentos.

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As investigações começaram depois que o Detran-BA comunicou às autoridades irregularidades encontradas em procedimentos de correição na 25ª Ciretran de Simões Filho. A apuração apontou indícios de clonagem de documentos: carros de empresas legítimas, registrados em estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, serviam de base para a criação de registros falsos na Bahia.

Segundo a Polícia Civil, o grupo usava documentação falsa, fazia ou validava vistorias, inseria dados no sistema Renavam e emitia documentos para formalizar as transferências fraudulentas. A participação de servidores nas etapas de vistoria, conferência de documentos e emissão de registros é investigada como parte do mecanismo usado para dar aparência de legalidade às operações.

Depois de inseridos no sistema, os veículos eram, em poucos dias, usados em operações de alienação fiduciária para empresas com sede no Ceará. Dessa forma, instituições financeiras acabavam concedendo crédito tendo como garantia carros clonados, que na verdade pertenciam a empresas que não sabiam da fraude.

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O inquérito investiga os crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações, falsidade ideológica, corrupção passiva e associação criminosa. A Polícia Civil afirma que há indícios de que o esquema também tenha atuado em outros estados.

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