A Polícia Federal (PF) iniciou, na manhã desta sexta-feira (19), a Operação Galho Fraco, que tem como objetivo investigar um esquema de desvio de dinheiro público. Entre os alvos da ação estão dois importantes nomes do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados: Sóstenes Cavalcante (RJ), que é o líder da bancada, e o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).
As investigações buscam esclarecer a suspeita de que verbas destinadas às cotas parlamentares foram desviadas. Por conta disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou mandados de busca e apreensão para os endereços dos dois parlamentares.
Ao todo, a PF cumpre sete mandados em diferentes locais. As buscas acontecem tanto no Distrito Federal quanto em endereços no estado do Rio de Janeiro, regiões onde os investigados possuem atuação e residência.
Entenda as suspeitas e os crimes investigados
As cotas parlamentares existem para que os deputados possam custear despesas relacionadas ao mandato, como passagens aéreas, aluguel de escritórios de apoio e divulgação das atividades. O desvio desses recursos é um crime grave, pois representa o uso indevido de dinheiro que deveria servir para o trabalho legislativo e em benefício da população.
De acordo com a apuração da Polícia Federal, o esquema teria envolvido políticos, servidores contratados para cargos de confiança e até mesmo pessoas de fora da administração pública. Todos eles teriam agido em conjunto para desviar o dinheiro e, depois, tentar esconder a origem ilícita dos valores.
A Operação Galho Fraco investiga a possível prática de três crimes graves:
- Peculato: É quando um funcionário público se apropria de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou o desvia em proveito próprio ou alheio.
- Lavagem de dinheiro: Consiste em esconder ou disfarçar a origem ilegal de bens, direitos e valores, tornando o dinheiro aparentemente legal.
- Organização criminosa: Caracteriza-se pela associação de quatro ou mais pessoas, de forma estável e com divisão de tarefas, para cometer crimes.
A ação da PF nesta sexta-feira reforça o compromisso das autoridades em combater a corrupção e garantir que o dinheiro público seja usado de forma correta e transparente, protegendo os recursos que deveriam ser destinados ao bem-estar dos cidadãos.







