Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

PF mira fraude no INSS com redes sociais e ex-estagiária em Operação Reset

PF combate fraude no INSS com Operação Reset em AL e RJ. Criminosos usavam redes sociais e acesso indevido para roubar identidades e fazer empréstimos falsos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
12 de dezembro, 2025 · 23:45 2 min de leitura
Força-Tarefa investiga fraude no INSS em operação realizada em AL e RJ (Imagem: rafastockbr / Shutterstock)
Força-Tarefa investiga fraude no INSS em operação realizada em AL e RJ (Imagem: rafastockbr / Shutterstock)

A Polícia Federal, junto à Força-Tarefa Previdenciária, lançou a Operação Reset para desmantelar um esquema criminoso que roubava dinheiro do INSS. A ação busca acabar com fraudes nos benefícios e lavagem de dinheiro em grande escala.

Publicidade

As investigações, que começaram em 2023, levaram a mandados cumpridos em Marechal Deodoro, em Alagoas, e no Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro. Além da busca e apreensão de documentos e equipamentos, a justiça autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal de dois suspeitos, uma medida importante para rastrear o dinheiro ilegal.

Como funcionava a fraude no INSS?

As apurações mostram um cenário preocupante: um dos envolvidos usava as redes sociais para oferecer serviços que, à primeira vista, pareciam comuns, mas escondiam um golpe. Ele prometia coisas como "reiniciar senhas" do GOV.BR e "desbloquear benefícios" para empréstimos consignados. Esses serviços, porém, serviam para roubar a identidade de segurados do INSS e contratar empréstimos em seus nomes, sem que soubessem.

A operação também investiga a participação de uma ex-estagiária do próprio INSS. Ela teria um acesso privilegiado ao sistema da Previdência, o que facilitava as ações fraudulentas. A suspeita é que ela usava esse acesso para manipular dados, talvez até com a ajuda de programas de computador, os chamados robôs, para fazer tudo de forma mais rápida e em maior volume. Isso mostra como a quadrilha agia de forma sofisticada, explorando vulnerabilidades internas e externas para enganar os aposentados e beneficiários.

Impacto e crimes investigados

Publicidade

A redefinição indevida de senhas e o desbloqueio de benefícios são a porta de entrada para um crime grave: a usurpação de identidade. Com os dados das vítimas em mãos, os criminosos conseguiam fazer empréstimos consignados fraudulentos, que descontavam as parcelas diretamente dos benefícios dos segurados, que muitas vezes só descobriam a fraude meses depois, ao ver o extrato do pagamento.

Os suspeitos envolvidos na Operação Reset podem responder por vários crimes sérios, que mostram a gravidade do esquema:

  • Estelionato previdenciário: Enganar o INSS ou seus segurados para conseguir dinheiro ou vantagens.
  • Inserção de dados falsos: Colocar informações erradas ou inventadas nos sistemas públicos para beneficiar a si ou a outros.
  • Corrupção ativa e passiva: Dar ou receber dinheiro ou vantagens para cometer atos ilegais.
  • Violação de sigilo funcional: Quebrar o dever de guardar segredo sobre informações confidenciais do trabalho.

A Força-Tarefa Previdenciária, que combate essas fraudes estruturadas há 25 anos, é formada por diversas instituições, incluindo a Polícia Federal e a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP). A atuação conjunta desses órgãos é fundamental para proteger os recursos da Previdência Social, que são essenciais para milhões de brasileiros.

Leia também