A Polícia Federal (PF) deu um novo passo em uma importante investigação contra crimes no sistema financeiro que envolvem o Banco Master e a RioPrevidência. Nesta quarta-feira (11), a terceira fase da chamada Operação Barco de Papel cumpriu mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú e Itapema, cidades de Santa Catarina.
O objetivo principal desta etapa é encontrar e recuperar bens, dinheiro e objetos que, segundo a investigação, foram retirados de um apartamento ligado ao principal alvo da operação, iniciada em 23 de janeiro.
Dinheiro pela janela
Um dos momentos mais curiosos e tensos da operação aconteceu em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Assim que os policiais chegaram a um dos imóveis que seria alvo das buscas, um dos ocupantes do apartamento tentou se livrar de provas de uma maneira inusitada: jogou uma mala cheia de dinheiro em espécie pela janela.
Apesar da tentativa de ocultação, os policiais conseguiram recuperar todo o montante. Além do dinheiro, a equipe da PF apreendeu dois veículos de luxo e dois celulares durante a ação, que também buscava outros indícios dos crimes.
Entenda a investigação
A Operação Barco de Papel foca em analisar irregularidades na compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, uma instituição que o Banco Central liquidou há pouco tempo. A RioPrevidência, que é o fundo de previdência dos servidores do Rio de Janeiro, teria investido aproximadamente R$ 970 milhões nessa instituição financeira.
Os mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira foram autorizados pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A decisão veio depois que a polícia encontrou indícios de que os investigados tentaram atrapalhar as investigações e esconder provas relacionadas aos crimes financeiros.
Essa operação destaca o trabalho das autoridades para coibir crimes que afetam a economia e a confiança no sistema financeiro. Fraudes envolvendo grandes quantias, como o investimento da RioPrevidência no Banco Master, podem ter sérias consequências para a segurança econômica e para a previdência de muitos trabalhadores, tornando a recuperação desses valores e a identificação dos responsáveis uma prioridade para a justiça.







