A Polícia Federal fez uma nova descoberta na investigação que envolve Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, preso na última terça-feira, dia 3. Agentes encontraram um terceiro imóvel que teria sido usado por ele como uma “base” na Zona Sul do Rio de Janeiro.
O local, que fica em Botafogo, bem perto do condomínio onde Deivis morava, já estava vazio quando os policiais entraram na última sexta-feira. Lá dentro, os investigadores acharam apenas quatro malas vazias e uma quantidade de elásticos. A suspeita é que esses elásticos seriam usados para organizar grandes volumes de dinheiro.
Prisão por obstrução e ocultação de provas
Deivis Marcon Antunes foi detido em Itatiaia, no sul do Rio de Janeiro, em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Os mandados para sua prisão foram emitidos porque há indícios de que ele estaria tentando atrapalhar as investigações e esconder provas.
Antes mesmo desta última descoberta, a Polícia Federal já tinha conhecimento de um apartamento alugado no mesmo prédio onde Deivis morava, também ligado a ele. A identificação de múltiplos imóveis reforça a complexidade do esquema investigado e a tentativa de ocultar bens ou atividades ilícitas.
A presença de malas vazias e, principalmente, de elásticos, reforça as suspeitas dos investigadores sobre a movimentação e organização de grandes quantias de dinheiro, um indício comum em casos de crimes financeiros e corrupção. A investigação busca agora entender a real função desses imóveis e a extensão das atividades ilegais.
Importância do Rioprevidência
O Rioprevidência é o fundo de previdência dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro. A gestão de recursos tão importantes para milhares de funcionários públicos faz com que qualquer suspeita de irregularidade ou corrupção no órgão seja investigada com rigor, dada a sua relevância social e econômica para o estado.
A descoberta de múltiplos locais que podem ter servido como esconderijos ou bases para a prática de crimes, somada à apreensão de itens como malas e elásticos usados para dinheiro, sugere um esquema organizado. A Polícia Federal segue empenhada em desvendar todas as conexões e pessoas envolvidas neste caso, buscando garantir a transparência e a justiça. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.







