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Polícia

PF Deflagra Operação Contra Fraude Milionária No INSS Em Irará

Polícia Federal cumpre mandados em Irará, Bahia, contra esquema que fraudava o INSS com documentos falsos, causando prejuízo de R$ 2 milhões e impedindo mais R$ 1,3 mi.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
10 de dezembro, 2025 · 10:31 2 min de leitura
Foto: Divulgação / Polícia Federal
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) lançou na manhã desta quarta-feira (10) uma grande operação em Irará, no Portal do Sertão baiano, para desmantelar um grupo criminoso que fraudava o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Operação TDI busca desarticular um esquema que usava documentos falsos para obter benefícios assistenciais para idosos, gerando um prejuízo milionário aos cofres públicos.

Esquema Complexo e Milionário

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A ação da PF, realizada em parceria com a Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social, cumpriu dois mandados de busca e apreensão. Os alvos são dois moradores de Irará que, segundo as investigações, foram os responsáveis por orquestrar a fraude. A estimativa inicial é que a quadrilha tenha causado um rombo de R$ 2 milhões ao INSS. Além disso, a rápida atuação das autoridades conseguiu evitar que mais R$ 1,3 milhão fosse pago indevidamente.

As investigações, que duraram cerca de quatro meses, revelaram um método sofisticado. O grupo criava beneficiários fictícios, que existiam apenas no papel, mas recebiam pagamentos do INSS. Os policiais descobriram que algumas dessas fraudes ocorriam há mais de 15 anos, mostrando a audácia e a longevidade do esquema.

A Polícia Federal e o Núcleo de Inteligência do Ministério da Previdência confirmaram que as identidades usadas para conseguir os benefícios não apareciam nos registros oficiais do Instituto de Identificação da Bahia. Além disso, foi descoberto que alguns desses supostos beneficiários usavam vários documentos falsos para pegar mais de um auxílio ao mesmo tempo, aumentando ainda mais o lucro indevido do esquema.

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Os dois investigados de Irará eram cadastrados como procuradores desses beneficiários inexistentes. Com procurações em mãos, eles conseguiam sacar os valores nas agências bancárias sem que os verdadeiros titulares — que não existiam — precisassem comparecer. Para dar um ar de legalidade, as procurações eram registradas no INSS com atestados médicos falsos, alegando que os "beneficiários" estavam incapacitados de ir pessoalmente.

Coleta de Provas e Punições

O principal objetivo dos mandados de busca e apreensão é recolher todo tipo de prova: documentos, mídias digitais e outros materiais que confirmem a prática dos crimes. A PF também busca identificar bens e patrimônios que foram comprados com o dinheiro desviado das fraudes. Esse é um passo crucial para tentar recuperar o valor roubado.

Os envolvidos responderão por crimes graves, como estelionato qualificado e associação criminosa. As penas para esses crimes podem somar até dez anos de prisão, refletindo a seriedade da conduta e o dano causado à Previdência Social e, consequentemente, a toda a sociedade.

O Nome da Operação

A operação foi batizada de "TDI", uma sigla para Transtorno Dissociativo de Identidade. Esse nome foi escolhido pela Polícia Federal para fazer um paralelo com a forma como o esquema funcionava, usando múltiplas identidades falsas para enganar o sistema e desviar os recursos públicos.

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