A Polícia Civil da Bahia desarticulou nesta quinta-feira (18) uma organização criminosa com base em Jacobina, no interior baiano. A Operação Strike resultou na prisão de nove suspeitos e no bloqueio de R$ 10 milhões em contas bancárias, imóveis e bens móveis, por decisão judicial.
As diligências alcançaram diversas cidades do estado: além de Jacobina, foram cumpridos mandados em Capim Grosso, Juazeiro, Jaguarari, Serrinha, Riachão do Jacuípe e na capital Salvador. Segundo a corporação, os investigados respondem por tráfico de drogas, associação criminosa, homicídios e lavagem de dinheiro.
A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia Territorial de Jacobina em conjunto com a 16ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (16ª Coorpin/Jacobina). De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, quase 30 investigados movimentavam recursos ilícitos por meio de uma instituição financeira registrada em Jacobina — estrutura usada pelo grupo para dar aparência legal ao dinheiro do crime.
Durante os cumprimentos dos 33 mandados de busca e apreensão, os policiais localizaram sete pistolas, sete automóveis, uma motocicleta, porções de maconha e celulares. Todo o material apreendido foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para perícia.
As investigações também revelaram a ligação do grupo com dois homicídios ocorridos em estados diferentes. O primeiro foi o assassinato de Cezar Nativo de Oliveira Neto, em março de 2025, em Ubatuba, no litoral de São Paulo. O segundo foi o de Mariane Jesus da Cruz, 35 anos, morta a tiros em agosto do mesmo ano no bairro Mundo Novo, em Jacobina. Segundo a apuração policial, Mariane teria sido a mandante da morte de Cezar e, posteriormente, foi executada por ordem de outro integrante da organização — preso durante a operação desta quinta.
O cenário de Jacobina reflete um padrão mais amplo de combate ao crime organizado no estado. Somente no primeiro trimestre de 2026, a Polícia Civil da Bahia localizou 36 lideranças de facções em todo o território baiano, segundo dados das autoridades de segurança pública.
As investigações da Operação Strike prosseguem com o objetivo de identificar e prender outros integrantes ainda em liberdade. O material recolhido nas buscas deve subsidiar novas fases da operação.







