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Paulo Afonso: mulher é presa por manter irmã com deficiência em cárcere privado e em meio a insetos

Vítima de 50 anos com deficiência intelectual é resgatada de cárcere privado em Paulo Afonso (BA). A irmã foi presa em flagrante por maus-tratos.

Redação ChicoSabeTudo
22 de março, 2026 · 07:59 2 min de leitura
Imagem: PC-BA
Imagem: PC-BA

Uma mulher de 44 anos foi presa em flagrante na última sexta-feira (20), no povoado Joá, localizado na zona rural do município de Paulo Afonso, no norte da Bahia. Ela é investigada sob a suspeita de manter a própria irmã, de 50 anos e com deficiência intelectual, em situação de cárcere privado e maus-tratos.

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A operação foi deflagrada após a Polícia Civil receber uma denúncia anônima relatando a situação na residência. Com base na informação, agentes da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam/Paulo Afonso) se deslocaram até o endereço, acompanhados por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Condições do local e estado da vítima

Ao chegarem ao imóvel, as equipes constataram que a vítima era mantida trancada em um cômodo improvisado. O acesso ao local era bloqueado com o uso de cordas, arames farpados e fechaduras.

De acordo com o registro da ocorrência, o ambiente apresentava as seguintes condições:

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    Falta de ventilação adequada;

  • Condições precárias de higiene e presença de insetos;

  • Estrutura de repouso restrita a uma cama de cimento;

  • Ausência de acesso visível a água ou alimentação no momento da verificação.

A mulher de 50 anos apresentava sinais físicos de debilidade. Aos policiais, a vítima também relatou ser alvo de agressões físicas constantes. Ela recebeu os primeiros atendimentos da equipe do Samu no próprio local e, em seguida, foi encaminhada a uma unidade de saúde para a realização de exames e uma avaliação médica detalhada.

Prisão e desdobramentos legais

A irmã da vítima estava no imóvel durante a operação e recebeu voz de prisão em flagrante. Ela foi conduzida à delegacia e autuada pelas suspeitas de sequestro, cárcere privado e maus-tratos, enquadrados no contexto de violência doméstica e familiar. A mulher segue detida e permanece à disposição do Poder Judiciário.

A polícia informou ainda que outros familiares presentes na residência no momento da abordagem foram levados à unidade policial apenas para prestar esclarecimentos na condição de testemunhas e não figuram como investigados neste caso.

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