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Polícia

Pariconha: Justiça sentencia homem a 12 anos por facada em amigo

Julgamento ocorreu menos de dez meses após o crime e é o terceiro caso rápido na comarca este ano.

Redação ChicoSabeTudo
24 de julho, 2026 · 11:34 2 min de leitura
Pariconha: Justiça sentencia homem a 12 anos por facada em amigo

O Tribunal do Júri da Comarca de Água Branca condenou, nesta quinta-feira (23), Éder Lima de Souza, de 45 anos, a mais de 12 anos de prisão pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e embriaguez ao volante. Ele esfaqueou um comerciante amigo em Pariconha, no interior de Alagoas, e tentou fugir dirigindo embriagado.

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O crime aconteceu em 5 de outubro de 2025, após uma discussão. Segundo o processo, o condenado atacou a facadas o comerciante Abílio Teixeira Lima Filho, de 56 anos, com quem mantinha relação de amizade e compadrio. A vítima havia aconselhado Éder a parar de beber. Foram três golpes de faca, dois no abdômen e um no braço.

Depois da agressão, ele fugiu dirigindo um Fiat Pálio vermelho, mas perdeu o controle do carro e bateu contra uma ribanceira no povoado Capim. A Polícia Militar o prendeu em flagrante. Abílio foi socorrido e levado a uma unidade de saúde.

No julgamento, presidido pelo juiz Marcos Vinícius Linhares Constantino da Silva, os jurados reconheceram a autoria e a materialidade dos crimes e rejeitaram a tese de absolvição apresentada pela defesa. Também confirmaram as qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Frederico Alves Monteiro Pereira, e a defesa, pela defensora pública Andrea Karla Tonin.

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Um laudo pericial reconheceu a semi-imputabilidade do réu, o que reduziu a pena prevista em lei. Mesmo assim, a Justiça fixou o total de 12 anos, 2 meses e 24 dias de prisão: 11 anos, 2 meses e 11 dias pela tentativa de homicídio qualificado e 1 ano e 13 dias pela embriaguez ao volante. Éder também recebeu 102 dias-multa e teve a carteira de motorista suspensa.

O regime de cumprimento é o fechado, em razão da multirreincidência em crimes contra a pessoa. O juiz manteve a prisão preventiva, negou o direito de recorrer em liberdade e determinou o início imediato do cumprimento da pena, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre decisões do Tribunal do Júri.

Segundo a Comarca de Água Branca, este foi o terceiro julgamento de crime doloso contra a vida concluído em menos de dez meses na região. Em maio de 2025, Douglas Goes Santos foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão pelo homicídio de José Freire Dias Filho, o "Coroa", também em Pariconha. Em novembro do mesmo ano, Jonas Gomes Feitosa recebeu pena de 34 anos, 4 meses e 23 dias por um feminicídio cometido em Água Branca — o primeiro caso do país a aplicar a Lei nº 14.994/2024.

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