O líder da oposição venezuelana, Juan Pablo Guanipa, está novamente em prisão domiciliar, em Maracaibo, na Venezuela. A notícia foi confirmada nesta terça-feira (10) pelo seu filho, Ramón Guanipa, através da conta do pai na rede social, após uma sequência de acontecimentos que incluiu sua libertação provisória e uma subsequente detenção em menos de 12 horas.
Guanipa, que foi oponente de Nicolás Maduro nas últimas eleições presidenciais do país, havia passado mais de oito meses atrás das grades. Ele era acusado de comandar um complô terrorista. Sua liberdade provisória foi concedida no domingo (8), em meio a uma onda de solturas de prisioneiros na Venezuela.
No entanto, a liberdade de Juan Pablo Guanipa durou poucas horas. Após ser solto, ele aproveitou para falar com a imprensa em Caracas e reencontrar alguns de seus apoiadores. Foi então que, poucas horas depois, foi levado novamente à força por homens que não foram identificados. Ramón Guanipa, seu filho, descreveu o ocorrido como um "sequestro", detalhando que o pai foi obrigado a vestir uma camiseta na cabeça e impedido de se levantar do chão de uma van enquanto era transportado.
"Confirmo que mi papá, Juan Pablo Guanipa, está en mi casa en Maracaibo. Estamos aliviados de saber que mi familia estará junta pronto. Aprovecho para agradecer, en nombre de mi familia, al gobierno de los Estados Unidos, al presidente Donald Trump y al Secretario de Estado…", escreveu Ramón Guanipa na rede social, em nome do pai, nesta terça-feira (10 de fevereiro de 2026).
Apesar do alívio de ter o pai em casa, Ramón Guanipa deixou claro que a luta continua. "Prisão domiciliar ainda é prisão", pontuou, reforçando a injustiça da situação de seu pai. A família expressou gratidão ao governo dos Estados Unidos, ao presidente Donald Trump e ao Secretário de Estado pelo apoio.
A recaptura e o retorno à prisão domiciliar de Guanipa acontecem em um momento delicado para a política venezuelana, em meio a uma aproximação entre a presidente interina Delcy Rodrigues e os Estados Unidos. A situação de Juan Pablo Guanipa continua a ser um ponto de tensão e um símbolo da complexa crise política no país.







