A Polícia Federal deu mais um passo na Operação Warren, que investiga o desvio de recursos públicos federais destinados à reforma e à ampliação de uma escola estadual em Aracaju, em Sergipe. O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 1 milhão.
Nesta sexta-feira (15), a Justiça Federal em Sergipe determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens pertencentes às pessoas físicas e jurídicas investigadas. Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, foram bloqueados, até o momento, dois apartamentos e veículos automotores vinculados aos suspeitos. Os bens poderão ser usados para ressarcir os danos aos cofres públicos.
A investigação teve início a partir de auditoria técnica realizada pela Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (CEHOP), que identificou divergências entre os valores pagos e o efetivo avanço da obra. A partir desse levantamento, a Polícia Federal passou a apurar a atuação de uma organização criminosa estruturada para drenar dinheiro público.
O grupo fraudava medições e documentos para simular a execução de serviços que, na prática, não teriam sido realizados. Após a liberação dos pagamentos indevidos, os valores eram transferidos para pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos.
O esquema contava com a participação de empresários, um servidor público responsável pela fiscalização da obra e terceiros utilizados para movimentações financeiras. A Polícia Federal não divulgou os nomes dos investigados.
A Operação Warren foi deflagrada em 14 de abril, com o objetivo de desarticular a organização criminosa. A ação mobilizou 16 policiais federais para o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão no município de Aracaju.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, desvio de recursos públicos, fraude na execução de contrato administrativo, corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que as obras da unidade foram retomadas em novembro de 2023, sob responsabilidade da própria secretaria, com recursos do Tesouro Estadual, sendo a escola inaugurada em dezembro de 2024. As investigações da PF sobre o período anterior seguem em andamento.







