Uma grande operação da Polícia Civil, batizada de Armageddon, sacudiu o extremo sul da Bahia nesta quinta-feira (29), resultando na prisão de 15 pessoas. A ação, que mira o combate ao tráfico de drogas e a crimes violentos na região, não se limitou apenas às prisões. A Justiça também determinou o bloqueio financeiro de cerca de R$ 14 milhões de 14 investigados, mostrando o impacto financeiro nas organizações criminosas.
A força-tarefa se espalhou por várias cidades do extremo sul da Bahia, mas sua atuação foi ainda mais ampla, alcançando também unidades prisionais tanto na Bahia quanto em São Paulo. O objetivo principal é desarticular grupos criminosos que vêm agindo com tráfico de drogas e outros atos de violência, trazendo mais segurança para a população.
Detalhes das Prisões e o Alcance da Operação
Entre os presos está um homem que já tinha um mandado de prisão em aberto por suspeita de tráfico de drogas. Ele foi detido no bairro Nova Belmonte, por equipes da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Eunápolis), um importante passo para tirar criminosos das ruas.
Outro caso notável foi o de um homem investigado por tentativa de homicídio. Ao saber que era alvo da Operação Armageddon, ele se apresentou na Delegacia Territorial (DT) de Belmonte, acompanhado de seu advogado. Essa atitude mostra a pressão que a operação exerceu sobre os investigados, mesmo aqueles que tentavam se esquivar da justiça.
A Polícia Civil informou ao G1 que a execução dos mandados judiciais não se restringiu às ruas do extremo sul baiano. A operação se estendeu até dentro de presídios, tanto no estado da Bahia quanto em São Paulo, evidenciando a complexidade e a abrangência das redes criminosas que atuam na região e mantêm conexões com detentos.
Combate Contínuo ao Crime Organizado
As investigações que levaram à Operação Armageddon apontam que esses grupos criminosos estão fortemente envolvidos não só com o comércio ilegal de entorpecentes, mas também com a prática de diversos crimes violentos que afetam a rotina das comunidades. A desarticulação desses grupos é fundamental para restaurar a paz e a ordem nas cidades.
As autoridades deixam claro que o trabalho ainda não terminou. As diligências continuam ativas, com o objetivo de localizar outros suspeitos que ainda não foram encontrados e de aprofundar ainda mais as apurações. O foco é entender toda a estrutura e o real alcance dessas organizações criminosas, garantindo que a justiça seja feita e que esses grupos não consigam mais operar impunemente.







