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Polícia

Operação Overclean: prefeitura baiana é alvo por contrato com posto de combustível de deputado

Polícia Federal investiga contrato de R$ 7 milhões entre prefeitura baiana e posto de combustível ligado a deputado federal na Operação Overclean.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
20 de janeiro, 2026 · 15:50 2 min de leitura
Imagem: Reprodução/Bnews
Imagem: Reprodução/Bnews

A Prefeitura de Correntina, no oeste da Bahia, está sob investigação da Polícia Federal por um contrato milionário de R$ 7 milhões firmado com um posto de combustível ligado ao deputado federal Adalberto Rosa Barreto, conhecido como Dal Barreto (União Brasil). O caso faz parte das apurações da Operação Overclean, que investiga um esquema de corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo políticos, empresários e prefeituras no estado.

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A Operação Overclean, deflagrada desde dezembro de 2024, já identificou movimentação de cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e superfaturados, com participação de agentes públicos e empresas de fachada. Entre os alvos está o deputado Dal Barreto, que é sócio do posto de combustível contratado pela prefeitura, assim como o prefeito afastado de Riacho de Santana, João Vitor (PSD), que também figura como sócio-administrador do estabelecimento.

O contrato firmado pela Prefeitura de Correntina prevê o fornecimento de mais de 1,1 milhão de litros de combustível, volume suficiente para realizar 352 voltas ao redor do planeta em menos de seis meses, segundo cálculos ilustrativos. A investigação aponta que o esquema envolvia o direcionamento de emendas parlamentares para prefeituras que contratavam empresas ligadas ao deputado, com suspeitas de superfaturamento e pagamentos indevidos.

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em Salvador, Amargosa, Correntina e Brasília, apreendendo celulares, documentos e bloqueando bens e valores relacionados aos investigados. O deputado Dal Barreto teve seu celular apreendido no Aeroporto de Salvador e, segundo sua assessoria, está colaborando com as investigações, negando irregularidades.

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O prefeito João Vitor foi afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e substituído por Tito Eugênio Cardoso de Castro (Podemos). Até o momento, não houve manifestação oficial da prefeitura sobre o andamento do contrato.

As investigações continuam em curso, com a Polícia Federal e órgãos parceiros buscando esclarecer a extensão do esquema e responsabilizar os envolvidos.

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