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Polícia

Operação Farsa Digital: Casal é alvo do MP por vender dados sigilosos e até atestados de óbito falsos

Investigação aponta que criminosos em Salvador lucravam alto invadindo sistemas para comercializar senhas, fotos e registros bancários.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
27 de março, 2026 · 10:44 1 min de leitura

Um casal morador do bairro de Nova Brasília, em Salvador, tornou-se o principal alvo da Operação Farsa Digital, deflagrada nesta sexta-feira (27) pelo Ministério Público da Bahia. Eles são acusados de comandar um esquema de venda de informações sigilosas extraídas de sistemas invadidos, lucrando com a exposição de dados sensíveis de cidadãos e empresas.

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As investigações revelaram que os criminosos comercializavam desde logins de acesso e fotos de reconhecimento facial até registros policiais e bancários. O grupo ia além e chegava a vender documentos falsificados, como atestados de óbito, produzidos a partir das informações roubadas das bases de dados governamentais.

A operação, realizada pelo Gaeco com apoio da Polícia Militar, cumpriu mandados de busca e apreensão na residência dos suspeitos. No local, foram apreendidos computadores, celulares e documentos que passarão por perícia para identificar a dimensão total do esquema e outros possíveis envolvidos.

O esquema funcionava através de uma plataforma online que oferecia serviços de consulta a bancos de dados restritos. O site já foi bloqueado pela Justiça após o Gaeco de São Paulo, onde a investigação começou, identificar que o casal baiano era o beneficiário direto dos pagamentos realizados pelas vendas ilegais.

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De acordo com o Ministério Público, foram rastreadas dezenas de transações financeiras ligadas ao site. As apurações iniciais mostram que as ofertas de pacotes de dados chegavam a custar R$ 15 mil, mas os promotores acreditam que o faturamento da dupla pode ser muito superior ao que foi descoberto até agora.

Agora, o casal responde por crimes como invasão de dispositivo informático qualificada, estelionato e falsidade documental. O material apreendido ajudará a polícia a entender se os dados vendidos foram utilizados por terceiros para a prática de outros crimes graves em todo o país.

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