Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Operação Faroeste: STJ coloca desembargadora no banco dos réus por venda de sentenças na Bahia

Maria do Socorro Barreto Santiago responderá por corrupção e lavagem de dinheiro; outras seis pessoas foram livradas das acusações.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
08 de maio, 2026 · 11:05 1 min de leitura

A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago tornou-se ré em um novo desdobramento da Operação Faroeste. A decisão foi tomada pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que aceitou parte da denúncia sobre um esquema de venda de decisões judiciais para legalizar terras no oeste baiano.

Publicidade

Além da magistrada, o STJ também tornou réus a juíza Marivalda Almeida Moutinho e o casal Adaílton e Geciane Maturino. Eles são investigados por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em um processo que apura a disputa por mais de 800 mil hectares de terra na região de Barreiras.

O ministro relator, Og Fernandes, destacou que existem provas de movimentações financeiras suspeitas, contatos telefônicos e até a compra de bens de luxo com dinheiro de propina. Segundo a investigação, o grupo usava decisões judiciais para expulsar produtores rurais e validar a grilagem de terras destinadas ao plantio de soja.

Apesar de aceitar a denúncia contra a desembargadora, o tribunal decidiu rejeitar as acusações contra outros seis investigados, incluindo ex-membros do Ministério Público e da Secretaria de Segurança Pública, por falta de provas suficientes de que participaram dos crimes.

Publicidade

O STJ também determinou que a desembargadora Maria do Socorro e a juíza Marivalda continuem afastadas de suas funções públicas por tempo indeterminado. O caso segue em tramitação para apurar o uso de honorários advocatícios falsos para esconder o pagamento de suborno.

Leia também