A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação Diamante de Sangue para desarticular uma organização criminosa que causou prejuízos milionários em joalherias. O grupo é investigado por um furto em Salvador onde levaram mais de R$ 1 milhão em mercadorias após invadirem o local pelo teto.
Ao todo, os agentes cumprem 83 mandados judiciais, incluindo prisões e buscas. Entre os bens apreendidos e bloqueados pela Justiça está um avião avaliado em R$ 800 mil. A aeronave foi encontrada em uma pista clandestina e, segundo as investigações, servia para o tráfico de drogas e apoio logístico aos crimes.
A quadrilha agia com alto nível de profissionalismo. Para invadir as joalherias, eles faziam um levantamento detalhado dos prédios e usavam equipamentos de ponta para desligar alarmes e sistemas de segurança, garantindo que ninguém percebesse a movimentação durante os furtos.
Além dos roubos a lojas, o bando aplicava o "golpe do aniversário" no Ceará e na Paraíba. Eles enganavam idosos com a promessa de entrega de presentes para roubar dados bancários e limpar as contas das vítimas. O dinheiro era lavado através de contas de laranjas para tentar esconder o rastro do crime.
A operação é liderada pelo DEIC da Bahia, mas conta com o apoio das polícias civis de outros sete estados, como Sergipe e São Paulo, além da Polícia Rodoviária Federal. Os investigadores identificaram que a estrutura do grupo era dividida em funções específicas, desde a execução dos roubos até a lavagem de dinheiro.







