Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Operação contra armas de impressora 3D cumpre mandados na Bahia e prende chefe de quadrilha em SP

Engenheiro conhecido como 'Zé Carioca' é apontado como líder do grupo que produzia e vendia 'armas fantasmas' sem rastreio pela internet.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
12 de março, 2026 · 14:01 1 min de leitura

Uma megaoperação da Polícia Civil chegou à Bahia e a mais dez estados nesta quinta-feira (12) para acabar com uma quadrilha que fabricava armas usando impressoras 3D. A ação, batizada de Operação Shadowgun, foi coordenada pela polícia do Rio de Janeiro em parceria com o Ministério da Justiça.

Publicidade

O homem apontado como o cérebro do esquema, um engenheiro chamado Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido como “Zé Carioca”, foi preso no interior de São Paulo. Ele é acusado de comandar a produção e venda de armas que não possuem número de série, as chamadas “armas fantasmas”, impossíveis de rastrear.

O principal produto do grupo era uma arma semiautomática. Eles distribuíam pela internet um manual com mais de 100 páginas ensinando o passo a passo da fabricação. O material vinha até com um “manifesto ideológico” defendendo o porte de armas sem restrições.

Com um nome falso, o engenheiro publicava vídeos nas redes sociais com testes de tiro, atualizações dos projetos e orientações de montagem. A ideia era permitir que qualquer pessoa com conhecimento básico em impressão 3D pudesse montar seu próprio armamento em casa, com equipamentos de baixo custo.

Publicidade

Em um galpão ligado ao grupo na cidade de Rio das Pedras (SP), os policiais encontraram um verdadeiro arsenal. Foram apreendidas pistolas, revólveres, espingardas e rifles, além de muita munição, coletes, capacetes e equipamentos de comunicação.

As investigações apontam que a quadrilha usava as redes sociais, fóruns na internet e até a dark web para divulgar e vender o material. Para dificultar o rastreio do dinheiro, eles utilizavam criptomoedas para financiar as atividades criminosas.

Leia também