Dois foragidos da Justiça foram detidos na noite deste sábado (6) no Terminal Rodoviário de Salvador quando tentavam deixar a capital baiana. A ação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia em conjunto com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, dentro da Operação Artemis.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia, um dos detidos é um homem que responde por homicídio. Ele pretendia embarcar com destino a Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado. A outra presa é uma mulher investigada por contrabando, que planejava viajar para São Paulo. Os dois não tinham qualquer relação entre si e não viajavam juntos.
Ambos possuíam mandados de prisão em aberto. Após a abordagem no terminal rodoviário, foram encaminhados à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde as ordens judiciais foram formalmente cumpridas.
A captura integra a Operação Artemis, deflagrada de forma contínua pela FICCO Bahia. A ação tem como objetivo estratégico localizar e prender foragidos da Justiça envolvidos em crimes violentos, especialmente aqueles vinculados a facções criminosas com atuação no estado da Bahia. A captura foi viabilizada por meio de ações de inteligência que utilizaram ferramentas tecnológicas avançadas para monitorar e cercar os alvos.
A rodoviária de Salvador tornou-se um ponto recorrente de interceptação de fugitivos. Na última quarta-feira (3), um homem procurado pela Justiça por homicídio teve os planos de fuga interrompidos no mesmo terminal. O suspeito, identificado como João Moreira Santos, foi capturado durante ação conjunta da FICCO Bahia e do DHPP — ele possuía mandado em aberto e tentava deixar a capital quando foi localizado pelas equipes.
Desde a sua implantação, em 2023, a FICCO Bahia capturou 406 criminosos foragidos da Justiça e bloqueou R$ 102 milhões provenientes de lavagem de dinheiro de facções. Entre os capturados estão lideranças alcançadas na Bolívia — apenas em 2026 foram seis alvos localizados no país vizinho — e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.
O coordenador da FICCO Bahia, delegado federal Eduardo Badaró, destaca que a deflagração de operações contínuas, como a Artemis, é essencial para os resultados. "Além do combate às facções, temos também como prioridades capturar autores de crimes graves contra a vida", afirmou.
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, reforçou que a atuação conjunta de policiais militares, civis, federais, penais, rodoviários federais e peritos em um mesmo espaço físico garante troca permanente de informações e tomada rápida de decisões.







