Imagens que vieram à tona nesta segunda-feira (26), no âmbito de um processo judicial, mostram a influenciadora digital Nayara da Conceição Brito sendo brutalmente agredida e sufocada pelo namorado dentro do elevador de um prédio em Goiânia, em Goiás. O caso chocante, que aconteceu em fevereiro de 2025, foi revelado pela CNN Brasil e agora tramita em segredo de justiça.
Nayara contou que perdeu a consciência durante a sequência de ataques. Segundo a influenciadora, ela e o agressor mantinham um relacionamento há cerca de quatro meses. No dia da agressão, Nayara estava na casa do então namorado.
A discussão começou por volta da 1h da manhã e, rapidamente, escalou para a violência física. Nayara relatou os momentos de desespero:
“Quando eu comecei a me defender, ele me puxou para o elevador para me colocar para fora. Eu estava sem celular, longe de casa, era de madrugada e eu só queria ligar para a polícia”
Ela descreve que, ao tentar pedir ajuda, foi imobilizada e sufocada pelo companheiro até desmaiar. Já inconsciente, Nayara foi arrastada pelo corredor do prédio.
O pós-agressão e a denúncia
Quando recuperou a consciência, a influenciadora pediu socorro ao porteiro do edifício, mas ele se recusou a chamar a polícia. Sem o próprio celular, Nayara não conseguiu fazer a ligação para pedir ajuda.
A atitude do agressor foi ainda mais perturbadora: ele mesmo chamou a polícia, mas apresentou uma versão completamente diferente dos fatos. Nayara conta a distorção:
“Ele ligou dizendo que eu estava invadindo a casa dele, quebrando tudo e batendo nele”
Os policiais atenderam a ocorrência ainda de madrugada. No entanto, foi na manhã seguinte, ao amanhecer, que Nayara procurou um advogado e registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher. Lá, ela também passou por exame de corpo de delito para comprovar as lesões.
Processos na Justiça
Após tornar público o término do relacionamento e relatar aos seus seguidores que havia sido vítima de violência, Nayara foi surpreendida. O ex-companheiro a processou por calúnia e difamação.
A Polícia Civil de Goiás confirmou que o inquérito sobre a agressão já foi concluído e enviado ao Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), onde o processo corre sob segredo de justiça. Além disso, existe um outro processo de calúnia envolvendo as partes, com uma audiência de conciliação já marcada para o dia 3 de março.







