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Polícia

Muniz Ferreira: PF prende suspeito de fraudar sistema de anilhas do Ibama

Operação Clone flagrou uso de credenciais falsas para gerar anilhas e vender a criadores da região

Redação ChicoSabeTudo
21 de agosto, 2026 · 18:10 1 min de leitura
Pássaro silvestre com anilha de identificação na pata, símbolo de controle ambiental do Ibama
Pássaro silvestre com anilha de identificação na pata, símbolo de controle ambiental do Ibama

A Polícia Federal prendeu em flagrante um homem nesta quinta-feira (20) durante a Operação Clone, deflagrada em Muniz Ferreira, no Recôncavo Baiano. O suspeito foi capturado enquanto um mandado de busca e apreensão era cumprido em sua residência.

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Segundo a corporação, o investigado mantinha pássaros silvestres, anilhas e gaiolas em situação irregular, sem autorização do órgão ambiental responsável. A ação faz parte de uma investigação sobre fraude no Sistema de Controle do Comércio e Criação de Pássaros Silvestres (SISPASS), administrado pelo Ibama.

De acordo com a PF, o suspeito teria se apropriado de credenciais de criadores já cadastrados no sistema para registrar nascimentos de aves que nunca existiram. Com esses registros fictícios, ele conseguia gerar anilhas de forma fraudulenta e depois revendê-las a criadores de pássaros de toda a região.

A anilha é o pequeno anel metálico numerado que comprova a origem legal de cada ave. As anilhas falsas são utilizadas para dar aparência de legalidade a aves capturadas ilegalmente, alimentando o tráfico de animais silvestres.

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Durante a diligência, a Polícia Federal apreendeu dispositivos eletrônicos e outros materiais ligados ao esquema, que agora passarão por perícia técnica.

A operação foi motivada por uma requisição do Ministério Público do Estado da Bahia e teve aval da Justiça Federal com atuação em Jequié. Após a prisão, o investigado foi levado à sede da Polícia Federal, onde passou pelos procedimentos de praxe.

O suspeito poderá responder por adulterar selo público da União e por praticar crimes contra animais silvestres. O inquérito segue em andamento sob supervisão do Ministério Público Federal, que deve concluir as diligências para apurar a real dimensão do esquema.

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