A comunidade de Santo Estêvão, na Bahia, foi abalada neste domingo (21) com a descoberta do corpo de uma mulher trans, de 51 anos, conhecida como Paulinha do Paraguaçu. A vítima foi encontrada sem vida na zona rural da cidade, na Estrada da Boiadeira, próximo à movimentada BR-116 Sul, em circunstâncias que indicam um crime brutal.
Paulinha foi localizada sentada em um canteiro da estrada. Imagens e informações iniciais apontam que ela estava com as mãos e a boca amarradas por uma abraçadeira de nylon, popularmente conhecida como “enforca-gato”, detalhe que choca e sugere a crueldade do ato. A equipe do Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionada para o local e realizou os primeiros levantamentos.
Detalhes chocantes da perícia
De acordo com a polícia, o corpo da mulher trans apresentava diversas perfurações causadas por tiros. Os disparos atingiram regiões vitais como a cabeça, o tórax e também a perna direita. No local do crime, os peritos encontraram cápsulas de munição calibre .40, que agora são peças-chave para a investigação que se inicia.
Um irmão da vítima, em depoimento ao site feirense 'Acorda Cidade', informou que Paulinha do Paraguaçu trabalhava como garota de programa. Essa informação pode ser um dos pontos de partida para as autoridades tentarem entender a motivação por trás de um crime tão violento.
Até o início da manhã desta segunda-feira (22), a polícia de Santo Estêvão não tinha informações sobre quem cometeu o assassinato ou qual seria o motivo. A investigação segue em andamento para identificar e capturar os responsáveis por tirar a vida de Paulinha. Não há detalhes disponíveis sobre o velório e sepultamento da vítima até o momento.







