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Mulher manda torturar e matar irmão após ouvir falsa ‘revelação divina’ de pastora

Homem de 36 anos foi sequestrado, amarrado e executado com 12 tiros — polícia confirma que acusação era totalmente falsa

Redação ChicoSabeTudo
18 de abril, 2026 · 12:10 2 min de leitura
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um entregador de 36 anos foi sequestrado, torturado e assassinado no Espírito Santo depois de ser acusado, sem nenhuma prova, de ter abusado sexualmente da própria sobrinha de 4 anos. A acusação partiu de uma suposta "revelação divina" relatada por uma pastora à irmã da vítima. A Polícia Civil concluiu que o crime nunca existiu.

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O caso ocorreu no dia 3 de outubro de 2025, no bairro Castelo Branco, em Cariacica (ES). Na madrugada do crime, criminosos invadiram a residência da vítima e a levaram à força, na frente da própria mãe. O corpo foi encontrado dois dias depois em uma área de mata no bairro Tanque, em Viana, já em estado avançado de decomposição.

Segundo a Polícia Civil, a perícia identificou 12 perfurações por arma de fogo no corpo. A vítima estava com as mãos amarradas para trás e havia indícios de tentativa de incineração, com pneus espalhados ao redor do local.

De acordo com a delegada Suzana Garcia, chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana, uma mulher que se apresentou como pastora disse à família que havia tido um sonho no qual a vítima estaria abusando da sobrinha.

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"Uma pessoa, que se autointitulou como pastora, levou isso até a família da vítima, afirmando que teria sido um sonho, que teria sido uma revelação divina", declarou a delegada.

A irmã da vítima e outro familiar acreditaram na suposta revelação e procuraram integrantes de uma organização criminosa que atua nos bairros de Cariacica para encomendar a execução. O líder do grupo criminoso apontado como executor é um homem de 28 anos conhecido como "Malvadão".

A polícia ressalta que não havia qualquer indício de que o crime atribuído à vítima tivesse ocorrido. Nenhum órgão de proteção — como o Conselho Tutelar ou a própria polícia — chegou a ser acionado antes da morte. O entregador não tinha antecedentes criminais, não tinha envolvimento com o tráfico e ajudava a cuidar da mãe.

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A irmã e outro familiar foram indiciados como mandantes do crime e respondem ao processo em liberdade.

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“Malvadão” - Foto: Polícia Civil/ Reprodução

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