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MP denuncia cinco pessoas pela morte de mergulhador em Petrolândia; dois vereadores estão entre os acusados

MPPE denuncia 5 pessoas, incluindo dois vereadores, pela morte de Samyr Oliveira em Petrolândia. Crime teria sido motivado por brigas no WhatsApp.

Redação ChicoSabeTudo
16 de fevereiro, 2026 · 08:50 3 min de leitura
Imagem: Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) formalizou a denúncia contra cinco pessoas acusadas de envolvimento na morte do empresário e mergulhador Samyr Oliveira de Souza. O crime, ocorrido em 13 de janeiro de 2026, em Petrolândia, no Sertão do estado, ganhou novos desdobramentos com a inclusão de dois vereadores no rol dos acusados: Cristiano Lima dos Santos (PSB), conhecido como "Cristiano da Van", e o presidente da Câmara Municipal, Erinaldo Alencar Fernandes (PSD), conhecido como "Dedé de França".

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Segundo a peça acusatória, a estrutura do crime foi organizada com divisão clara de tarefas, envolvendo liderança intelectual, suporte logístico e execução direta.

A promotoria aponta o vereador Cristiano Lima dos Santos como o autor material dos disparos. As investigações indicam que, no dia do crime, o acusado teria perseguido Samyr Oliveira em uma motocicleta e efetuado os disparos em via pública, na Avenida Prefeito José Gomes de Avelar. A vítima chegou a ser socorrida para o Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, e submetida a cirurgias de urgência, mas faleceu devido à gravidade das lesões.

Já o presidente da Câmara, Erinaldo Alencar Fernandes, é apontado pelo Ministério Público como mentor intelectual e financiador da ação. O órgão afirma que Erinaldo exerceu "domínio funcional do fato", garantindo os meios necessários para a execução do homicídio.

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"A autoria imediata é inconteste e recai sobre o denunciado Cristiano Lima dos Santos, com a participação intelectual, econômica, logística e material dos demais denunciados", relata um trecho da denúncia.

Um dos pontos centrais da denúncia refere-se ao uso da estrutura política para a prática do crime. O MPPE sustenta que o escritório político de Erinaldo Fernandes funcionou como base operacional, servindo de ponto de apoio antes do ataque e de esconderijo para o executor logo após os disparos.

Além do espaço físico, a acusação detalha que Erinaldo teria fornecido a motocicleta utilizada na perseguição — pertencente ao seu filho — e atuado na destruição de provas. O inquérito aponta que o sistema de monitoramento de câmeras do escritório foi removido e as imagens apagadas antes da chegada das autoridades, numa tentativa de obstruir a investigação policial.

A investigação policial e a denúncia do Ministério Público convergem quanto à motivação do crime. O homicídio teria sido impulsionado por desentendimentos ocorridos em um grupo de WhatsApp, envolvendo críticas, áudios e mensagens de cunho pessoal que a vítima teria enviado, supostamente zombando do vereador Cristiano. Para o MPPE, tal circunstância qualifica o crime por motivo fútil.

O delegado Daniel Angeli, responsável pelo início das investigações, reforçou que a identificação da autoria foi possível através de uma análise minuciosa de câmeras de segurança da cidade e coleta de depoimentos, corroborando a tese de que o crime não foi um ato isolado, mas uma ação orquestrada.

Além dos dois vereadores, o Ministério Público denunciou outras três pessoas ligadas ao grupo político, acusadas de prestar auxílio material e monitorar a movimentação policial após o crime:

  • Manoel Brasil Silva (Mauro Brasil): Assessor parlamentar.

  • Ítalo Vieira Soares (Oncinha): Assessor parlamentar.

  • Edmilton Alencar Fernandes (Miltinho): Irmão do vereador Erinaldo.

O vereador Cristiano Lima dos Santos foi preso preventivamente no dia 28 de janeiro, durante uma operação da Polícia Civil em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste.

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Foto: Randerson Mardoqueu

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