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MP-BA quer mais salas seguras para mulheres no Carnaval de Salvador

A promotora Sara Gama, do MP-BA, projeta expandir as salas de acolhimento para mulheres vítimas de violência nos camarotes do Carnaval de Salvador, visando mais segurança.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
14 de fevereiro, 2026 · 02:16 2 min de leitura
Foto: Waltemy Brandão / Bahia Notícias
Foto: Waltemy Brandão / Bahia Notícias

Em um esforço contínuo para garantir que o Carnaval de Salvador seja um espaço seguro para todas as mulheres, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) está empenhado em expandir o número de salas de acolhimento nos camarotes. A iniciativa, que visa criar refúgios e pontos de orientação para folionas vítimas de violência, já conta com o apoio de seis espaços para o ano de 2026, mas a meta é ir muito além.

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A promotora de Justiça Sara Gama, que coordena o Núcleo de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher do MP-BA, é uma das principais vozes por trás desse projeto. Ela explicou que a parceria entre o poder público e a iniciativa privada começou há dois anos e tem se mostrado crucial para reforçar a campanha do “Não é Não” durante a festa.

"Dois anos atrás, nós começamos a parceria do poder público e da iniciativa privada para trazer salas de acolhimento aos camarotes. Já temos seis camarotes, e a nossa pretensão é que possamos chegar ao maior número possível, porque se torna um espaço seguro para as mulheres, que podem efetivamente brincar se sentindo protegidas", defendeu Sara Gama.

Essas salas são fundamentais. Elas funcionam como um porto seguro, oferecendo não apenas um local de acolhimento imediato, mas também orientação e suporte para mulheres que, infelizmente, possam ser alvo de qualquer tipo de violência. Ter um lugar assim dentro da própria festa empodera as mulheres, permitindo que elas aproveitem o Carnaval com mais tranquilidade e segurança, sabendo que há apoio disponível se precisarem.

A promotora esteve presente nesta sexta-feira (13) no camarote Brahma, localizado no circuito Barra-Ondina, e trouxe uma boa notícia. Até o momento, não houve nenhum registro de casos atendidos pelas salas de acolhimento que já estão funcionando neste ano. Essa ausência de ocorrências é vista como uma evolução positiva, especialmente se comparada ao ano passado, quando houve denúncias de violência doméstica.

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Apesar do cenário positivo nas salas de acolhimento, a Promotora Sara Gama também comentou sobre outros casos de violência que seguem sob investigação. Ela mencionou o caso de estupro que teria ocorrido na região da Barra, onde três policiais militares são os principais suspeitos, e ressaltou que o assunto continua sendo apurado pela polícia.

Além disso, outro estupro foi denunciado após o primeiro dia oficial de Carnaval de Salvador, na Bahia, envolvendo uma mulher que alegou ter sido agredida sexualmente por um mototaxista na região do CAB (Centro Administrativo da Bahia), fora do circuito da festa. Ambos os casos demonstram a importância de manter a vigilância e a necessidade de iniciativas como as salas de acolhimento, garantindo que o direito de brincar e se divertir não seja jamais comprometido pela violência.

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