O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) abriu uma investigação para apurar uma suposta retaliação contra dois detentos do Presídio Salvador. Gilson de Jesus dos Santos e Wesley Marcos Lima Souza relataram ter sofrido ameaças de morte e maus-tratos dentro da unidade.
As denúncias chegaram ao MP-BA pelo canal de atendimento ao cidadão do órgão. Depois de denunciarem, os dois detentos foram transferidos para a Penitenciária Lemos Brito, no Complexo da Mata Escura.
A investigação quer saber se a mudança de unidade teve caráter punitivo e se prejudicou o trabalho que os presos realizavam dentro do sistema prisional. Essa atividade é importante porque garante a remição de parte da pena.
Procurada pelo MP-BA, a direção do Presídio Salvador disse que as transferências feitas em 2026 aconteceram por causa da disponibilidade de vagas e da necessidade de adequar os internos aos seus respectivos regimes de cumprimento de pena. A unidade negou que as mudanças tenham sido uma forma de punição.
Apesar da explicação, a direção do presídio não respondeu se os dois detentos já trabalhavam antes de serem transferidos, por que teriam deixado essas atividades ou se houve alguma avaliação de risco antes da decisão.
Uma promotora de Justiça deverá ouvir Gilson e Wesley em depoimentos reservados, dentro da Penitenciária Lemos Brito, sem a presença de gestores da unidade prisional.
O MP-BA segue apurando a regularidade das ações tomadas pela gestão do Presídio Salvador no caso.







