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MP-BA cumpre 2ª fase de operação e prende 4 por tráfico de aves

MP-BA cumpriu a 2ª fase da Operação Fauna Protegida em BA, RJ e MG: 21 mandados cumpridos e 4 presos na investigação de um esquema de tráfico de aves.

Redação ChicoSabeTudo
29 de outubro, 2025 · 08:12 2 min de leitura

Na quarta‑feira (29), o Ministério Público do Estado da Bahia (MP‑BA) cumpriu a segunda fase da Operação Fauna Protegida, com ações em três estados: Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

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O objetivo foi reunir provas e prender responsáveis pelo tráfico de aves silvestres. Ao todo foram cumpridos 21 mandados — sendo 17 de busca e apreensão e 4 de prisão preventiva — que resultaram na detenção de 4 pessoas.

Como funcionava a rede

As investigações descrevem o alvo como a maior organização do país dedicada ao tráfico de aves silvestres. A estrutura estava dividida entre quem capturava, quem transportava, quem financiava e quem recebia os animais — uma cadeia com funções bem definidas que facilitava operações em grande escala. Como resultado, o grupo aceitava pedidos “encomendados” por tipo e volume, o que tornava a logística mais coordenada.

Segundo a apuração, as aves — especialmente espécies de canto — eram capturadas em áreas rurais da Bahia e de Minas Gerais, mantidas em cativeiro em condições precárias e, depois, enviadas principalmente a receptadores no Rio de Janeiro.

Quem atuou na operação

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A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP‑BA, em parceria com as Promotorias de Justiça Regional Ambiental de Itabuna e de Ilhéus. A segunda fase contou com apoio institucional de várias unidades e forças de segurança, entre elas:

  • Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) — Núcleo de Defesa do Meio Ambiente (Nudema);
  • Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do MP‑BA (Ceama);
  • Polícia Militar da Bahia;
  • Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

A operação também integrou o projeto Libertas, da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), como parte das medidas para desarticular a logística de captura, transporte e comercialização das aves.

As investigações seguem sob coordenação do Gaeco e das promotorias regionais ambientais, que informaram que adotarão as medidas judiciais cabíveis para aprofundar as apurações e responsabilizar os envolvidos. O trabalho de fiscalização e as ações judiciais continuarão até que a cadeia criminosa seja plenamente desarticulada.

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